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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

09/04/2013 11:30

Sindicato diz que agentes não descartam greve e podem acampar na prefeitura

Paula Maciulevicius
Protesto acabou sem que o prefeito tivesse se pronunciado e nova assembleia deve ser realizada na semana que vem. (Foto: Marcos Ermínio)Protesto acabou sem que o prefeito tivesse se pronunciado e nova assembleia deve ser realizada na semana que vem. (Foto: Marcos Ermínio)

O protesto que começou na Secretária Municipal de Saúde e se prolongou até a Prefeitura de Campo Grande acabou por volta das 10h30 da manhã, mas ainda com insatisfação pelo lado dos agentes comunitários de saúde, que não descartam greve e podem vir a acampar no Paço Municipal.

O presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, declarou que o protesto foi para mostrar força ao prefeito Alcides Bernal (PP), que não apareceu para conversar com os manifestantes.

“Foi uma mobilização pacífica para tentar negociação, mas o secretário de Saúde foi irredutível e viemos mostrar a força da categoria”, enfatizou.

Finalizado o movimento que envolveu gritos contra o prefeito, carro de som e faixas, os cerca de 400 agentes voltaram aos pontos de apoio para cumprirem as visitas da tarde. O Sindicato falou pela categoria afirmando que medidas vão ser tomadas e uma nova assembleia deve ser realizada na próxima semana. “Mas não descartamos greve e vamos acampar aqui na prefeitura”, completou.

“Foi uma mobilização pacífica para tentar negociação, mas o secretário de Saúde foi irredutível e viemos mostrar a força da categoria”, enfatizou presidente do Sisem, Marcos Tabosa. (Foto: Marcos Ermínio)“Foi uma mobilização pacífica para tentar negociação, mas o secretário de Saúde foi irredutível e viemos mostrar a força da categoria”, enfatizou presidente do Sisem, Marcos Tabosa. (Foto: Marcos Ermínio)

Agentes comunitários de saúde protestaram contra o não pagamento de gratificação de R$ 272. Quando a manifestação chegou ao Paço Municipal, Alcides Bernal (PP) colocou a guarda municipal para cercar a sede da prefeitura. O grupo cobra a efetivação da jornada de oito horas metas, que reduz a jornada de trabalho, cumprindo o expediente sem intervalo de almoço, o repasse salarial integral de R$950, além dos adicionais de insalubridade e periculosidade.

Completando quatro anos como agente de saúde, Anderson Sanches, 34 anos, alega vantagem em tocar as visitas sem pausa para o almoço. Entre elas está o fato de encontrar o dono da casa durante o período. “A gente trabalha das 8h até 2h da tarde e consegue adiantar bastante, isso que a gente quer continuar, diminui até o número de atestados, porque a pessoa trabalha e depois pode resolver os problemas”, comenta.

O presidente do Sisem classifica como inaceitável a prefeitura querer retirar um programa, que segundo alegam os agentes, está dando certo. “Em conversa com o secretário de Saúde ele falou até de cortar ponto. Eles querem acabar com o projeto que pega o morador em casa, no horário. Isso aumenta a qualidade e o número de visitas”, acentua.



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