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Capital

Suspeito de assassinato de artista plástica morre em troca de tiros

Caso aconteceu nesta manhã em um pensionato na Rua Ouro Branco, no Bairro Jóquei Clube

Por Geisy Garnes e Jhefferson Gamarra | 14/05/2021 12:27
Perícia em frente a casa em que a troca de tiros aconteceu (Foto: Kisie Aionã)
Perícia em frente a casa em que a troca de tiros aconteceu (Foto: Kisie Aionã)

Morreu em troca de tiros com policiais da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) manhã desta sexta-feira (14) um dos investigados por participar do latrocínio da artista plástica Catarina Maria Marquesi Moreira, de 72 anos, ocorrido no dia 4 deste mês. O nome do suspeito ainda não foi divulgado.

O caso aconteceu em um pensionato na Rua Ouro Branco, no Bairro Jóquei Clube. Uma testemunha contou ao Campo Grande News que almoçava no local quando o suspeito invadiu a cozinha correndo, perseguido por três policiais.

Os investigadores deram voz de prisão ao homem, que não obedece. Neste momento foram efetuados os disparos. Para a reportagem, a testemunha narrou que tudo aconteceu muito rápido e que não foi possível perceber se o suspeito também reagiu aos tiros. “Joguei os pratos e me escondi com medo”.

A dona do pensionato chegou a passar mal na hora e precisou ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros. Equipes da Polícia Civil e da perícia estão no local, que é usado como abrigo por usuários de drogas.

Conforme vizinhos, o suspeito cumpria pena no semiaberto e estava no pensionato há cerca de dois meses. O primeiro nome dele seria César e teria cerca de 35 anos.

Polícia no Bairro Ouro Branco, após morte em confronto.
Polícia no Bairro Ouro Branco, após morte em confronto.

Investigação – Nesta quinta-feira (13) as equipes da delegacia especializada conseguiram localizar o veículo usado pelos suspeitos no dia da invasão a casa de Catarina Maria. Através do depoimento de testemunhas e de imagens de câmera de segurança foi descoberto que um VW Gol, de cor bege com placa CVB-3225, deu suporte à ação criminosa.

Esse veículo foi encontrado na tarde de ontem.  Ele era dirigido pelo funileiro Thalis Guinter Ambrosio Pereira, 30 anos. Dentro do carro foram encontradas poções de maconha, crime que o suspeito negou.

Ele afirmou apenas que a droga poderia ser de uns rapazes que iriam comprar o Gol e passaram um dia inteiro com ele, “para teste”. Relatou ainda que como garantia ficou com a motocicleta de um deles, mas não soube dizer o nome dos rapazes. Não há informação sobre o real envolvimento dele na morte de Catarina.

Caso - A idosa foi encontrada pelo marido na sala da casa ainda com vida, mas não resistiu. O crime aconteceu na na Rua João Pessoa, quase esquina com a 13 de Maio, na região do Bairro São Francisco. Segundo a polícia, perícia inicial mostrou que o autor do crime entrou na casa pelo muro após invadir a residência que fica ao lado do local, com um pedaço de madeira colocado para dar apoio.

A principal suspeita é de que o autor tenha invadida a casa na tentativa de encontrar um cofre, que não existe no local. Segundo a Polícia Civil, não havia lesões aparentes no corpo, o que mostra que ela pode ter sido agredida apenas com socos e por isso morreu. O caso segue sob investigação da Derf.

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