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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

09/06/2015 09:58

Suspeito de estupro está solto por deficiência na perícia em teste de DNA

Luana Rodrigues

Uma jovem de 18 anos não superou os traumas psicológicos após ter sido estuprada, denunciar os autores e eles continuarem em liberdade. A jovem denunciou os suspeitos no dia seguinte a violência, 26 de janeiro de 2015. Transtornada, ela foi à delegacia, passou por exames que comprovaram o estupro, mas o teste de DNA, feito a partir dos resquícios de esperma encontrados no corpo dela e também em suas roupas, ainda não teve resultado já que um produto reagente, utilizado na verificação, está em falta no IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e impede que o material seja comparado com os dados dos suspeitos.

De acordo com a ocorrência registrada pela jovem juntamente com a mãe, no dia 25 de janeiro, um domingo, ela recebeu um convite de um colega para tomar tereré nos "altos da Afonso Pena". A moça saiu de casa por volta das 16h com um jovem, identificado pela polícia como sendo Gabriel Henrique Araújo, 19 anos, e mais dois rapazes não identificados.

Ainda conforme o registro, a moça contou que antes de irem ao local combinado, os rapazes pararam em um posto de gasolina, conhecido como "Posto dos taxistas" e compraram cerveja. Ela disse que se lembra de ter tomado a bebida, em seguida ficar sonolenta e perder a consciência. Ainda segundo o relato, ela só teria retomado a consciência aproximadamente três horas depois, quando ela e os três garotos já estavam em uma conveniência.

A moça disse que ficou confusa e assustada com o estado em que estava e decidiu fugir do local e ligar para a mãe. A cabeleireira de 54 anos, disse à polícia que encontrou a filha por volta das 23h, atormentada. "Minha filha não falava nada com nada, não se lembrava do que havia acontecido, mas estava com dores e visivelmente alterada, então fui até a delegacia", contou.

A mãe disse que tentou registrar um boletim de ocorrência, mas foi mal recebida na delegacia porque a filha estava "alterada" e decidiu voltar no dia seguinte, mas levou a jovem no posto de saúde para realizar os exames necessários. Ao tirar a roupa, a menina percebeu que havia sangue em seu vestido e roupas íntimas. Tudo foi levado à delegacia no dia seguinte, para registro do crime.

Os exames comprovaram o estupro, e os autores foram identificados, no entanto o resultado de testes que comprovariam a participação do trio não saíram até o momento, e todos continuam em liberdade. "A sensação é de impunidade e de que as pessoas podem cometer qualquer crime com a gente e ficarão em liberdade, é desesperador", ressalta a mãe.

O crime está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que confirmou que desde março espera do laudo do DNA para dar prosseguimento ao inquérito.

Em contato com a Sejusp (Secretaria de Estado, Justiça e Segurança Pública), a assessoria de imprensa informou ao Campo Grande News que o produto realmente está em falta, mas a data correta em que o reagente começou a faltar, o prazo para ele ser readquirido, e os motivos da ausência do produto no IMOL, não foram informados até o horário de publicação desta reportagem.

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AGORA, PONHAM-SE NO LUGAR DO PAI DA VITIMA. NÃO HA CABEÇA PARA ANALISAR ISSO E PERDOAR OU AGUARDAR. O PAI, IRMAO, MARIDO, DA VITIMA, PERDE A CABEÇA AO VER O BANDIDO SOLTO APOS ATROCIDADES E PARTE PRA RESOLVER DA MANEIRA DELE. É UM MAL MAIOR SE APROXIMANDO COM A INEFICIENCIA DO PODER PUBLICO.
 
LUCIANO MARQUES em 09/06/2015 11:02:54
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