Tentativa de estupro assusta quem frequenta pista de caminhada no Universitário
Caso ocorreu na noite de ontem; policial militar que voltava de culto interrompeu a situação
Comerciantes, trabalhadores e atletas que circulavam pela Avenida Rita Vieira de Andrade, na manhã desta sexta-feira (2), foram pegos de surpresa ao saber que uma corredora foi vítima de tentativa de estupro no local, na noite de quinta-feira (1). A maioria dos entrevistados disse não ter conhecimento do crime e relatou que a pista de caminhada costuma ser movimentada até à noite, principalmente por mulheres.
RESUMO
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Moradores e frequentadores da Avenida Rita Vieira de Andrade, em Campo Grande, manifestaram preocupação após uma corredora ser vítima de tentativa de estupro na noite de quinta-feira. O local, geralmente movimentado, estava com fluxo reduzido devido ao feriado. A Polícia Militar informou que intensificou o patrulhamento em áreas de corrida após caso similar no Parque dos Poderes em 2025. O subcomandante do Batalhão de Choque, major Cleiton da Silva Sales, recomenda que atletas evitem treinar sozinhos e priorizem locais bem iluminados e movimentados.
Segundo os frequentadores, o feriado pode ter contribuído para a redução do fluxo de pessoas no horário em que o ataque ocorreu. Ainda assim, o caso aumentou a sensação de insegurança na região. Ao Campo Grande News, a segurança Jaqueline Pereira, de 37 anos, disse ter ficado chocada com a notícia.
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Ela relata que costuma chegar cedo ao trabalho e sempre vê pessoas na avenida. “É a primeira vez que vejo algo assim aqui. Nunca passou pela minha cabeça que isso poderia acontecer. Mas em qualquer lugar da cidade, infelizmente não estamos seguras”, afirmou.
Morador próximo à pista, o comerciante Nilton Neves, de 68 anos, relata que a região tem muitos terrenos vazios, com matagal. Ele disse que não ouviu nada na noite do crime. “A última violência aqui foi há muito tempo, quando roubaram o celular de uma mulher que caminhava. A pista é bem iluminada, mas acho que ainda não é suficiente", disse ele.
Mecânico e morador da área, Paulo Sérgio, de 42 anos, afirmou que o episódio muda a rotina da família. “Se até no Parque dos Poderes, cheio de segurança já acontece, fica difícil falar em segurança. Por volta das 20h sempre tem bastante gente caminhando aqui. Às vezes, por ser feriado, o movimento diminuiu, mas em dias normais é cheio”, disse. Paulo ainda relata que com a notícia, não deixará mais as filhas caminharem sozinhas pela região.
A vendedora Nair Aparecida Silva, de 55 anos, contou que costuma ficar na região até às 19h, mas que o comércio não abriu na quinta-feira por causa do feriado. “Aqui é bem movimentado até esse horário, principalmente por mulheres caminhando. Fiquei assustada quando soube”, disse.
Diarista e artesã, Regina Aparecida, de 52 anos, trabalha na região apenas no período da manhã, mas demonstrou preocupação. “Fico preocupada porque não dá mais para andar à noite. Já é perigoso de dia, imagina à noite”, relatou.

Em coletiva, o subcomandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Sales, afirmou que, após a tentativa de estupro contra uma corredora no Parque dos Poderes, no fim de novembro de 2025, houve reforço no patrulhamento, principalmente em áreas onde há prática de corrida de rua. Segundo ele, equipes da Polícia Militar também passaram a integrar grupos de WhatsApp formados por corredores.
“Depois dessa ocorrência [no Parque dos Poderes], foi determinado que o patrulhamento fosse intensificado. Tanto que, graças a Deus e ao trabalho da Polícia Militar, esse tipo de ocorrência não voltou a ser registrado ali. Sempre que acontece algo desse tipo ou surge algum suspeito, eles entram em contato direto com a gente”, disse à reportagem.
Ainda conforme o major, a orientação é para que atletas evitem treinar sozinhos e priorizem atividades em dupla ou em grupo, especialmente as mulheres, que são as principais vítimas desse tipo de crime. “A recomendação é não praticar atividade física em locais ermos ou com pouca iluminação, e sempre buscar pontos onde haja maior circulação de pessoas”, afirmou.
Caso - Entony Victor Xavier Martins, de 24 anos, armado com uma faca, tentou levar uma mulher de 44 anos para uma área de mata enquanto ela corria pela Avenida Rita Vieira de Andrade, na região do Bairro Universitário, na noite de quinta-feira (1º).
A vítima chegou a oferecer o celular, acreditando se tratar de um assalto, mas o suspeito recusou o aparelho e tentou obrigá-la a ir para um terreno baldio. A ação foi interrompida por um policial militar do Batalhão de Choque que estava de folga e percebeu a situação.
O agressor tentou fugir, mas foi contido com apoio de pessoas que passavam pelo local e preso em flagrante. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. Entony ainda afirmou que saiu de casa, deixou a esposa grávida e um filho, com intuito de manter relação sexual com alguma outra mulher que considerasse interessante.
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