Tia é investigada por mandar criança furtar cosmético em shopping
Polícia encaminhou menino de 9 anos à delegacia com finalidade protetiva após abordagem na loja
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de furto em uma loja do shopping. No local, a gerente da empresa informou que tinha interesse em representar pelo furto de um óleo reconstrutor capilar, da marca Truss Professional, de 30 ml, avaliado em R$ 73,35.
RESUMO
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Uma mulher de 31 anos e seu sobrinho de 9 anos foram levados à delegacia após suspeita de furto em loja de cosméticos no Shopping Campo Grande, em Campo Grande (MS). Segundo a ocorrência, o menino teria colocado um óleo capilar de R$ 73,35 em uma sacola. A mulher mudou versões sobre o vínculo com a criança. O Conselho Tutelar foi acionado, mas não adotou medidas protetivas.
Conforme o registro, um vigilante do shopping monitorou a mulher, que estava acompanhada de um bebê de colo, uma criança de 9 anos e uma adolescente. O grupo teria circulado pelo interior da loja. Em determinado momento, segundo o relato, a mulher teria deixado a criança para trás, ocasião em que o menino teria pegado o produto e colocado dentro de uma sacola.
Ainda de acordo com o boletim, a abordagem foi feita após o grupo sair da loja. Durante a ação, a adolescente fugiu correndo. Os seguranças relataram que furtos seriam recorrentes nas lojas e que a forma como a mulher se movimentava, observando o ambiente com cautela, levantou suspeita.
A mulher, inicialmente nervosa, disse que não viu a criança pegar o produto. Questionado pelos policiais, o menino permaneceu em silêncio e também aparentou nervosismo. A mulher afirmou que era de Minas Gerais, que estaria hospedada em um hotel em Campo Grande e se identificou como cigana.
A situação chamou atenção dos policiais porque, ao ser perguntado sobre o nome da mãe, o menino teria ficado ainda mais nervoso e segurado a saia da mulher, olhando para ela como se aguardasse orientação sobre o que deveria responder.
Segundo o registro, a mulher mudou versões sobre o vínculo com a criança. Primeiro, indicou que seria responsável por ela. Depois, afirmou que o menino era “de criação” e, em seguida, disse que era irmã dele. Posteriormente, foi constatado que a criança, na verdade, era filha do irmão dela.
O marido da mulher compareceu ao shopping e apresentou uma certidão de nascimento da criança. Ele também levou o bebê de colo, sob a justificativa de que já estaria na hora de dormir. Mais tarde, compareceu à delegacia com o bebê para amamentação, enquanto a mulher aguardava para ser ouvida.
Diante da situação, a Polícia Militar informou que o encaminhamento da criança à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol ocorreu com finalidade protetiva, diante da suspeita de vulnerabilidade e da necessidade de identificação dos responsáveis legais. A corporação reforçou que a medida não teve objetivo de responsabilização criminal, apreensão ou tratamento semelhante ao dado a autores de atos infracionais.
O Conselho Tutelar foi acionado ainda no local. Conforme o boletim, uma conselheira informou que não compareceria ao shopping e que eventual acionamento deveria ser feito pela autoridade policial. Já na delegacia, a autoridade policial fez contato com a conselheira, que deliberou por não adotar medida de proteção, diante da ausência de situação de risco.
A criança foi ouvida em escuta especializada. O produto apontado como furtado foi apreendido, avaliado e entregue à funcionária da empresa vítima, junto com a nota indicando o valor. A representante da loja, a mulher, a criança, o objeto e os documentos foram apresentados à autoridade policial.
O Campo Grande News entrou em contato com a assessoria do Shopping Campo Grande para pedir um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno.
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