Unimed planeja bloco com 40 leitos para ampliar atendimento de urgência
Projeto ocupará parte do estacionamento e prevê nove meses de obras, depois da aprovação
O Hospital Unimed planeja construir um bloco de dois pavimentos para ampliar o atendimento de urgência e emergência na Avenida Mato Grosso, no Bairro Carandá, em Campo Grande. O projeto prevê 40 leitos de observação e internação na modalidade hospital-dia, mais consultórios e novos espaços de apoio ao atendimento.
RESUMO
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A construção ocupará parte do estacionamento do pronto atendimento, no número 4566 da avenida, e ficará integrada ao prédio existente. Segundo o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), serão acrescentados cerca de 4,3 mil metros quadrados à estrutura hospitalar.
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Na modalidade hospital-dia, o paciente permanece na unidade por um período limitado para receber atendimento. Para calcular o movimento gerado pela ampliação, o estudo considera a utilização dos novos leitos dentro de um período de até 12 horas.
O documento também prevê espaços para setores técnicos e administrativos, mas não informa quantos consultórios serão acrescentados nem apresenta a divisão dos 40 leitos entre observação e internação. A justificativa apresentada é o crescimento da demanda dos usuários da cooperativa.
As obras têm duração estimada de nove meses, com início condicionado à aprovação do projeto pela prefeitura. O hospital continuará em funcionamento durante a construção e manterá o atendimento de 24 horas. A organização dos espaços e dos turnos deverá acompanhar as etapas da obra para reduzir interferências na rotina da unidade.
O estudo estima cerca de 60 empregos diretos e indiretos durante a construção, entre operários, fornecedores e técnicos. Para o funcionamento da área ampliada, projeta o acréscimo de 60 funcionários. Os números são estimativas usadas na avaliação dos impactos, não um anúncio de vagas abertas.
Uma das mudanças mais visíveis será no estacionamento. As vagas retiradas para dar lugar ao bloco deverão ser realocadas, e o projeto prevê acréscimos de espaços para carros, motos e bicicletas. O documento, porém, apresenta divergências entre as quantidades e os totais de vagas, o que impede estabelecer com segurança o saldo final.
O acesso principal continuará pela Avenida Mato Grosso, com entradas secundárias pela Alfredo Rossini e pela Antônio Maria Coelho. Entre as medidas indicadas estão uma faixa interna com espaço para quatro veículos aguardarem a entrada e acessos exclusivos para pedestres.
Para o trânsito do entorno, o estudo calcula 200 deslocamentos diários adicionais de ida e volta na fase de funcionamento, considerando funcionários, pacientes e acompanhantes. Desse total, estima que 160 ocorram em veículos leves e o restante em transporte coletivo.
As simulações apresentadas no EIV apontam aumento no movimento, mas sem mudança na classificação das condições de circulação nos pontos avaliados. Essa é a conclusão do estudo submetido à análise municipal, que ainda será discutido com a população.
Drenagem é outro ponto de atenção. A construção reduzirá a capacidade de infiltração da chuva no terreno, impacto que o próprio documento classifica como negativo e permanente. O quadro do projeto informa que cerca de 20% da área permanecerá permeável.
Para compensar esse efeito, o estudo prevê estruturas para captar e armazenar temporariamente a água da chuva, com liberação gradual na rede de drenagem. Também indica soluções como jardins que favoreçam a infiltração. O dimensionamento deverá passar pelo licenciamento ambiental.
O cuidado tem relação com a localização do hospital na Bacia do Prosa. Segundo a Carta de Drenagem citada no documento, a bacia apresenta pontos de alagamento e enchentes, além de trechos com drenagem insuficiente.
Durante as obras, o entorno poderá ter poeira, ruído, vibrações e circulação de veículos pesados. O estudo recomenda medidas de controle no canteiro, proteção dos materiais armazenados e acompanhamento do barulho, especialmente porque o hospital permanecerá aberto. A ampliação está prevista sobre uma área já ocupada pelo estacionamento, sem remoção de árvores, conforme o documento.
A população poderá discutir o projeto em audiência pública no dia 1º de dezembro, às 18h, na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), na Avenida Calógeras, 356, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa, no Glória. A convocação foi publicada no Diogrande (Diário Oficial do Município) desta segunda-feira (19). Haverá transmissão pelo canal da agência no YouTube.
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