Residencial com 224 apartamentos deve receber 650 moradores na Moreninha
Projeto terá sete torres e prevê intervenções em redes de água, esgoto, drenagem e trânsito

Um novo residencial de habitação popular com 224 apartamentos está previsto para a região da Moreninha, em Campo Grande. Com sete torres de oito pavimentos, o empreendimento deve receber cerca de 650 moradores em uma área próxima à Avenida Gury Marques.
RESUMO
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Um condomínio com 224 apartamentos populares, sete torres e oito pavimentos está previsto para o bairro Moreninha, em Campo Grande. O empreendimento, voltado a famílias da Faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, deve abrigar cerca de 650 moradores. As obras estão previstas para outubro de 2028, com conclusão em setembro de 2030. Audiência pública sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança ocorrerá em 27 de outubro, às 18h, na Escola Municipal Professor Aldo de Queiroz.
Projeto integra o futuro Loteamento Vale do Cerrado e será implantado em terreno com acesso pela Rua Serrita. As características da construção e seus possíveis reflexos na região constam no EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), que será apresentado à população durante audiência pública em outubro.
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O residencial será destinado a famílias enquadradas na Faixa 2 do MCMV (Minha Casa, Minha Vida) e também está inserido no Habita+CG (Plano de Desenvolvimento Socioeconômico Habitacional), programa municipal criado para estimular novos projetos habitacionais.
Estudo usa como referência apartamentos avaliados em aproximadamente R$ 240 mil e estima renda familiar mínima de R$ 3,4 mil para o financiamento. Pelas regras do Habita+CG, pelo menos 10% das unidades devem ser reservadas a famílias cadastradas na Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários).
O condomínio contará com 224 vagas para veículos dos moradores, 12 para visitantes, 18 para motocicletas e quatro para bicicletas. A obra está prevista para começar em outubro de 2028 e terminar em setembro de 2030.
Com base na média de 2,9 pessoas por residência registrada no Bairro Moreninha, o estudo projeta aproximadamente 650 moradores. Desse total, cerca de 145 seriam crianças e adolescentes de até 14 anos, incluindo 46 crianças com até quatro anos.
A chegada dessas famílias deverá ampliar a procura por escolas, unidades de saúde, transporte coletivo e outros serviços públicos. Segundo o documento, quatro das cinco escolas municipais analisadas ainda possuem vagas. A Escola Municipal Professora Ana Lúcia de Oliveira Batista, entretanto, não apresentava disponibilidade no levantamento feito pela Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Na saúde, relatório da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) aponta que as unidades da região já atendem demanda elevada. A USF (Unidade de Saúde da Família) Cidade Morena, por exemplo, possui capacidade estimada para 6 mil usuários e mantinha 7.111 pessoas cadastradas.
O EIV recomenda que o empreendedor e os órgãos municipais definam medidas para ampliar ou adequar a capacidade de atendimento. As ações ainda não estão detalhadas no documento.
Infraestrutura terá de ser ampliada - O terreno ainda não possui redes de água e esgoto suficientes para atender ao residencial. A concessionária informou que o fornecimento é viável, desde que sejam feitas obras de ampliação e interligação ao sistema existente.
Implantação dessas estruturas, incluindo a rede coletora de esgoto, ficará sob responsabilidade financeira da Pride Campo Grande Incorporação Imobiliária SPE Ltda.
A drenagem também exigirá cuidados. A área está classificada com Grau de Criticidade III, situação que indica possibilidade de problemas pontuais de escoamento durante chuvas intensas. Por isso, o projeto deverá incluir áreas permeáveis, captação das águas pluviais e mecanismos para controlar o volume lançado na rede pública.
O estudo cita ainda a possibilidade de implantação de bacias de retenção ou infiltração e pavimentos permeáveis. O objetivo é evitar que a impermeabilização do terreno aumente o volume de água direcionado às regiões mais baixas.
Depois de ocupado, o residencial deverá produzir cerca de 650 quilos de resíduos por dia. A região já possui coleta convencional às segundas, quartas e sextas-feiras, enquanto a coleta seletiva passa pelas proximidades aos sábados.
Acesso será pela Rua Serrita - A entrada e a saída de veículos ocorrerão pela Rua Serrita. O estudo recomenda a reorganização do trânsito na Avenida Gury Marques, nas proximidades do acesso ao loteamento.
A proposta deverá passar pela avaliação da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), responsável por definir a solução viária mais adequada. As contagens realizadas para o EIV indicam que o acréscimo de veículos não deve alterar significativamente as condições de circulação nas vias analisadas.
A região também é atendida por 15 linhas de ônibus. O ponto mais próximo fica a aproximadamente 300 metros do terreno. Na avaliação apresentada no estudo, a estrutura existente é suficiente e não seria necessário criar novas linhas ou instalar outros abrigos.

Pesquisa arqueológica - Antes da apresentação do EIV, o terreno já havia sido submetido a outra etapa do processo de licenciamento. Em janeiro, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) autorizou uma pesquisa arqueológica no local.
O trabalho previa a abertura de 63 pontos de verificação para identificar a eventual presença de objetos, estruturas ou outras marcas de ocupações antigas no subsolo. A análise é necessária porque a implantação de ruas e redes de infraestrutura exige escavações.
Audiência pública - A audiência será realizada em 27 de outubro, às 18h, na Escola Municipal Professor Aldo de Queiroz, situada na Rua Tabuão da Serra, 436, na Moreninha. Também haverá transmissão pelo canal Educação Ambiental Planurb CG, no YouTube.
A população poderá apresentar sugestões entre os dias 2 e 23 de outubro. As contribuições poderão ser protocoladas na sede da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), na Avenida Calógeras, 356, ou enviadas ao e-mail sugestaoeiv@planurb.campogrande.ms.gov.br.
A realização da audiência não representa autorização definitiva para o início das obras. O projeto ainda deverá cumprir as demais etapas de licenciamento e atender às exigências estabelecidas pelos órgãos municipais.
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