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Campo Grande, Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018

26/09/2011 11:30

Com fronteira fechada, ordem é abater animal não identificado, diz SFA

Fabiano Arruda
Abate de animais é principal ação no combate à aftosa, diz superintendente. (Foto: Senacsa)Abate de animais é principal ação no combate à aftosa, diz superintendente. (Foto: Senacsa)

Após o decreto do governo do Estado que fecha a fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e veta o ingresso de veículos, produtos e subprodutos orgânicos e agropecuários originários do país vizinho, de disseminação de febre aftosa, a ordem é abater qualquer animal sem identificação na região de fronteira.

“É impossível que não passe algum animal numa linha de fronteira que tem 650 quilômetros de extensão. O que é possível está sendo feito. A ordem é abater o animal que não possuir identificação”, garante o superintendente da SFA (Superintendência Federal da Agricultura), Orlando Baez, acentuando a árdua tarefa da vigilância na fronteira.

O superintendente da SFA deu a declaração em resposta à matéria publicada pela Agência Estado, ontem, que indicava que o gado paraguaio estaria entrando livremente na fronteira com o Estado.

“Já abatemos mais de mil cabeças de gado na região, algumas até antes do surgimento do foco de aftosa. Sempre adotamos todos os procedimentos de segurança”, assegurou Baez.

A reportagem afirma que flagrou, na quinta-feira, boiada cruzando a fronteira a menos de 30 quilômetros do bloqueio que o Exército montou na BR-463, que liga Ponta Porã e Dourados.

Ainda conforme a matéria, havia gado solto também no município de Aral Moreira, nas imediações da Fazenda Itapuí; na altura da Fazenda Lagoa de Ouro, a 10 km de Coronel Sapucaia; no local conhecido como Manta Potrero; e na estrada de acesso a Três Cerros, município de Paranhos.

Veto - O decreto que proíbe o ingresso de veículos, produtos e subprodutos orgânicos e agropecuários originários do Paraguai foi publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial do Estado e vale por cinco dias, prorrogáveis por mais dez.

No período de vigência do decreto, a sugestão do governo é que o Ministério da Agricultura autorize o desvio do tráfego dos produtos de origem vegetal (como soja, milho e sementes) para outro local. Uma das sugestões é o Paraná.

O período de fronteira fechada para os produtos agropecuários de origem paraguaia vai servir para que Mato Grosso do Sul monte a logística das barreiras móveis e fixas. Quinze já foram ativadas. Nestes locais, os veículos são desinfetados.

Militares do Exército, como parte da Operação Ágata 2, e fiscais do Iagro atuam na vigilância com efetivo reforçado.



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