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04/07/2013 16:33

Com mapeamento e aparelhos novos, estradas de MS ganham segurança

Mariana Lopes
Tenente-coronel da Defesa Civil Rampazo explica como foi feito o mapeamento das estradas (Foto: João Garrigó)Tenente-coronel da Defesa Civil Rampazo explica como foi feito o mapeamento das estradas (Foto: João Garrigó)
Equipamentos entregues à Defesa Civil nesta semanaEquipamentos entregues à Defesa Civil nesta semana

Pela primeira vez, Mato Grosso do Sul adquiriu equipamentos de segurança para atuar em casos de acidentes em estradas com produtos perigosos, que ofereçam riscos às vítimas e à própria equipe de resgate. O material foi entregue à Defesa Civil nesta semana e será distribuído nos quartéis do Corpo de Bombeiros de Campo Grande, Coxim, Três Lagoas, Aquidauana e Corumbá.

Em 2010, a Defesa Civil firmou convênio com o Ministério do Meio Ambiente, através do projeto P2R2 (Plano Nacional de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Acidentes com Produtos Perigosos) para fazer mapeamento das principais áreas de riscos de acidentes com produtos perigosos nas rodovias do Estado.

Desde então, foi feito o georreferenciamento destes pontos na BR-163, de Campo Grande até Sonora, e 262, no trecho entre Três Lagoas e Corumbá, o que corresponde a 1.110 quilômetros mapeados e com segurança garantida em casos com estes tipos de acidentes.

As estradas foram mapeadas e georreferenciadas abrangendo pontos como trilhos, rios, pontes, postos de combustíveis e outras edificações que estejam a 5 quilômetros dos dois lados das rodovias.

Equipamentos – Através do convênio, com investimento de R$ 800 mil, que devem ser aplicados até 2014, Mato Grosso do Sul adquiriu equipamentos de contenção de vazamento e de controle após o vazamento, além de exposímetros (aparelho que calcula o risco de explosão), detectores de gás, que indicam ainda o risco que ele oferece e qual é tipo de substância.

Entre o material adquirido, estão equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas, roupas específicas, que serão usados pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil em casos de riscos. Também foram repassados equipamentos de análise de água contaminada, que foi entregue à Polícia Militar Ambiental.

Trechos em vermelho são os de maior vulnerabilidade.Trechos em vermelho são os de maior vulnerabilidade.

De acordo com o coordenador da Comissão do P2R2/MS, tenente-coronel Adriano Noleto Rampazo, da Defesa Civil estadual, a maioria dos equipamentos é importado dos Estados Unidos, pois não tem fabricação no Brasil. “São materiais feitos de bronze, porque não pode ter qualquer faísca nos procedimentos”, explica.

Todos os equipamentos adquiridos nesta etapa custaram R$ 350 mil. O valor pago à empresa que fez o mapeamento das rodovias, tanto das que foram equipadas nesta etapa quanto às que serão na próxima, foi de R$ 248 mil, segundo informações da Defesa Civil.

Estatísticas – As duas rodovias escolhidas para esta etapa do P2R2 foram priorizadas por causa das estatísticas que apontam o grau de periculosidade nos trechos.

De acordo com dados apresentados pela Defesa Civil, passam pela BR-262, que margeia a cidade de Três Lagoas, aproximadamente 1,5 mil litros de diesel por dia. Contabilizando que cada caminhão tem capacidade de carregar em média 40 mil litros, isso significa que são mais ou menos 37 veículos grandes carregados do combustível.

Na estrada que cruza Bataguassu, a 163, que entra no plano na próxima etapa, passam, por dia, cerca de 2 mil litros de álcool.

Segundo Rampazo, a maioria das cargas perigosas que entram em Mato Grosso do Sul vem do Sudeste do Brasil e tem como destino estados da região Norte e Mato Grosso. O tenente-coronel também afirma que todo o combustível que vai para a Bolívia vem do Paraná e passa pelo MS.

Próxima etapa – Até 2014, ainda com o recurso do P2R2, serão beneficiadas as rodovias 267, de Nova Alvorada até Bataguassu, 395, que liga Bataguassu a Três Lagoas, 158, no trecho entre Três Lagoas a Cassilândia, 158, de Cassilândia a Chapadão do Sul, e 060, que vai de Chapadão do Sul a Camapuã.

Segundo o tenente-coronel Rampazo, estas estradas já foram mapeadas e agora deve ser feito o pedido dos equipamentos para também serem adquiridos pelo Estado o final do próximo ano.

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