Morando em Dubai, influencer de MS detalha situação após ataques do Irã
Em live, sul-mato-grossense falou de 541 ofensivas e cinco mortos nos países vizinhos
A influenciadora digital Ana Miranda, natural de Bela Vista e residente em Dubai, usou as redes sociais neste domingo (1º) para comentar os recentes ataques registrados no Irã, que integra os Emirados Árabes Unidos.
RESUMO
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A influenciadora digital Ana Miranda, natural de Bela Vista, utilizou suas redes sociais para esclarecer a situação nos Emirados Árabes Unidos, onde reside, após recentes ataques. Com mais de 900 mil seguidores somados em suas contas, ela defendeu a eficácia do sistema antimíssil do país. Durante transmissão ao vivo, Miranda apresentou dados oficiais: dos 137 mísseis lançados, 132 foram interceptados, e dos 209 drones, 195 foram neutralizados. Ela relatou cinco mortes e 58 feridos, além de danos menores em estruturas como o hotel Fairmont e instalações aeroportuárias.
Dubai é um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos, país localizado na Península Arábica. O Irã está do outro lado do Golfo Pérsico e a distância em linha reta entre Dubai e a costa iraniana é de cerca de 150 quilômetros, o que equivale a pouco mais de uma hora de voo.
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Com 667 mil seguidores no perfil pessoal e outros 264 mil na página “Brasileiros em Dubai”, ela fez uma live para explicar a situação e rebater informações que considera falsas. Na transmissão, Ana afirmou que o sistema de defesa aérea dos Emirados está funcionando e classificou como “besteira” comentários que colocaram em dúvida a eficácia da proteção.
“A gente está falando de míssil, de bomba, de drone. O nosso sistema aéreo é o terceiro melhor do mundo, talvez o segundo. Só perde para Israel”, disse.
Segundo ela, o país registrou 137 mísseis lançados, dos quais 132 teriam sido abatidos. Em relação aos drones, afirmou que 195 de 209 foram interceptados, o que representaria cerca de 93% de sucesso. “A gente está falando de um país que é protegido pelos seus governantes”, declarou.
A influenciadora também citou que, desde o início das ofensivas, teriam ocorrido 541 ataques contra os Emirados, com 506 interceptações. Ela mencionou cinco mortos e 58 feridos.
Durante a live, Ana comentou que o hotel Fairmont, na região da Palm, foi atingido por destroços, mas sem danos estruturais graves. “Foi dano pequeno, parte do teto. Não teve parede arrebentada”, afirmou. Ela também mencionou registros no aeroporto de Abu Dhabi, no aeroporto de Dubai e no Porto de Jabal Al Ali, que, segundo ela, seriam informações confirmadas pelo governo local.
“Aqui não se trabalha com fake news”, disse. “Aquele vídeo do foguete do lado do Khalifa, a gente nunca recebeu. Ninguém confirmou.”
Ana relatou que os moradores receberam alertas sonoros nos celulares enviados pelo Ministério da Defesa. “Todos os telefones receberam aviso. É uma sirene para você procurar lugar para se proteger.”
Ela criticou pessoas que saem para filmar os ataques. “Em vez de procurar abrigo, a pessoa sobe no terraço para gravar vídeo. Aí acaba se ferindo com os destroços.”
A influenciadora também pediu cautela na divulgação de informações. “Se você fica postando e falando besteira, acaba preocupando centenas de pessoas.”
Disse ainda que está bem e que mantém contato constante com familiares no Brasil. “A gente está bem. Nós temos líderes que prezam pelas pessoas que moram nesse país.”
Por fim, fez um apelo para que as pessoas rezem pelos países do Golfo e pelo Irã, afirmando que a população não deve ser responsabilizada por decisões de governos. “Persa não é árabe”, acrescentou.
Além da influenciadora, outros sul-mato-grossenses também enfrentaram impactos diretos da escalada militar no Oriente Médio. O diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes de Campo Grande, Sandro Benites, está em Dubai e relatou que o aeroporto foi fechado após ataques atribuídos ao Irã. Ele afirmou ter visto um míssil sendo interceptado e disse que, por enquanto, não há previsão de retorno ao Brasil.
Já o fotógrafo de natureza e guia do Pantanal Fábio Paschoal ficou retido na Índia após o cancelamento do voo com conexão em Doha, no Catar. Segundo ele, a companhia aérea informou que não arcaria com hospedagem por se tratar de conflito armado. O profissional tenta rotas alternativas, algumas com custo elevado, enquanto aguarda nova confirmação de embarque.
Os cancelamentos ocorrem em meio ao fechamento temporário de espaços aéreos no Golfo, o que afetou companhias internacionais e deixou passageiros retidos em diferentes países da região.
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