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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

27/02/2009 09:27

Começa demolição de casas em área de risco do Taquaral

Redação

O trabalho de retirada das famílias que moram próximas a uma cratera deve terminar hoje no Taquaral Bosque. Hoje pela manhã três casas com maior risco de desabamento são demolidas por equipes da Defesa Civil.

A erosão, de 40 metros de largura e aproximadamente 10 metros de profundidade, às margens do córrego desbarrancado, ameaça engolir cinco casas na região. A remoção das pessoas começou na tarde de ontem.

Entre as casas derrubadas hoje, esta a da aposentada Zaira Silvério Ferreira, de 74 anos, que teve os móveis removidos ontem mesmo para a casa de um filho e de vizinhos.

Ela conta que mora no local há 13 anos, mas o medo de ver a casa ser engolida pela cratera aumentava a cada chuva. No quintal que fica menos de um metro do "buraco", rachaduras anunciam que a dimensão da cratera pode aumentar a qualquer momento.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, as três famílias serão deslocadas provisoriamente para conjunto habitacional da EMHA (Empresa Municipal de Habitação), no Jardim Noroeste. Ao todo 21 famílias serão retiradas do local e direcionadas a conjuntos habitacionais da região.

A remoção dessas famílias representa um alívio para Roseneia Vitorino da Silva, que também é retirada do local. "Para a gente que não tem como pagar o aluguel, qualquer lugar seguro que nos levar é melhor que aqui, com esse buraco quase dentro de casa. A gente não tinha tranqüilidade de sair para trabalhar e deixar os meus filhos aqui" desabafa.

Conforme o presidente da associação dos moradores do bairro, Antônio de Jesus, a abertura da cratera é um problema denunciado desde 2007, quando uma forte chuva interrompeu o trânsito no BR-163 no macro-anel rodoviário, localizado na saída para Cuiabá.

Ele explica que por falta de uma rede de escoamento da enxurrada em bairros vizinhos, toda água da chuva escoa para o local, provocando o crescimento da cratera. "Nos bairros vizinhos, que já foram asfaltados, os bueiros estão todos entupidos, o que contribui para que a água da chuva desça toda para cá", reclama.

O trecho da rodovia chegou a desabar por duas vezes. Depois disso, foi construída uma ponte sobre o trecho. Já no local onde a cratera cresce a cada dia, nada foi feito, dizem os moradores.

Ainda segundo a assessoria, a Sesop (Secretaria de Serviços e Obras Públicas) inicia ainda hoje trabalhos no local.

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