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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/06/2009 17:18

Depois de assassinato, família sofre com ameaça e trauma

Redação

Dor, trauma e ameaças marcam a vida de familiares Jéferson Fernandes de Oliveira, 26 anos, morto a tiros em 13 de maio, no residencial Botafogo, no Jardim Morenão, em Campo Grande.

Depois do crime, o pai do jovem, Alcides Barros de Oliveira, 47 anos, realiza investigações por conta própria e na noite de ontem foi alvo de bandidos, que tentaram arrombar o portão da casa da família, mesmo local onde o rapaz foi assassinado. Aos 6 anos de idade, a filha de Jéferson viu o pai ser morto e não fica mais sozinha.

Alcides afirma que desde o crime recebe ameaças e o último episódio ocorreu na noite de ontem. Dois homens chegaram ao apartamento e tentaram arrombar uma porta de ferro do residencial para invadir a casa da família.

Ao ouvir o barulho, vizinhos acenderam luzes e espantaram os autores. Ele procurou esta tarde o 5º DP (Distrito Policial) da Capital para comunicar o caso.

Alcides atribui à "pressão" que tem feito para esclarecer o caso a causa das ameaças. O pai já viajou até o estado de São Paulo na intenção de elucidar o crime e prender os responsáveis pelo assassinato.

Segundo Alcides, existem provas suficientes que levam à autoria do crime. O principal suspeito é o empresário Natanael Soares de Souza, 63 anos.

O idoso é apontado como mandante do homicídio, que teria motivação passional. Jéferson convivia com Denise Alves Ribeiro, com quem Natanael vivia um relacionamento extra-conjugal há um ano. Há cerca de dois meses, ela terminou o caso por ter se envolvido com Jéferson.

A tese é levantada porque o idoso deixou uma carta na qual fazia várias ameaças à Denise. Alcides revela ainda que existem ligações e mensagens no telefone celular de Denise que reforçam a linha de investigação.

De acordo com Alcides, após a morte, Denise fugiu para o estado de São Paulo, onde foi procurada por Natanael. Ele teria pedido para que assinasse um documento e o "livrasse" da suspeita.

Denise disse que assinaria, porém, o papel só seria entregue no fim do dia. Ela voltou a Campo Grande e apresentou o documento à Polícia Civil.

Alcides também foi à cidade paulista onde a mãe de Denise mora e a trouxe para Campo Grande, onde prestou depoimento. Conforme Alcides, a mãe de Denise conta que uma semana antes do assassinato Natanael foi a São Paulo e deu prazo de um mês para Denise terminar o relacionamento com Jéferson.

"Justamente neste período ele morreu", lamenta Alcides. O pai da vítima conta a saga desde a morte de Jéferson.

Além de fazer investigações por conta própria, ele já acionou o MPE (Ministério Público Estadual) para pedir que um policial o acompanhe à nova viagem a São Paulo, na qual tentará trazer Denise novamente a Campo Grande para prestar outros esclarecimentos à Polícia.

Trauma - A filha de Jéferson viu a morte do pai e desde então não fica sozinha. "Nem para ir ao banheiro", conta Alcides.

O pai afirma que depois do crime restaram dois sentimentos: injustiça e impunidade.

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