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Mulheres ocupam 73% das vagas de trabalho oferecidas pelo Primt na Capital

A predominância feminina tem relação com o perfil social atendido e com as regras do programa

Por Mylena Fraiha | 01/04/2026 13:25
Mulheres ocupam 73% das vagas de trabalho oferecidas pelo Primt na Capital
Mulheres aguardam atendimento em modalidade itinerante do Primt (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

Com a ampliação de cotas para mães atípicas e mulheres vítimas de violência, o Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho) tem maioria feminina entre os beneficiários em Campo Grande. Das 1.231 pessoas ativas no programa, 907 são mulheres, o que representa 73,7% do total, enquanto 323 são homens.

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O Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho em Campo Grande possui ampla maioria feminina, com as mulheres representando 73,7 porcento dos 1.231 beneficiários ativos. A predominância decorre de novas cotas para mães atípicas e vítimas de violência, além da possibilidade de acumular o auxílio com o Bolsa Família. Com investimento semestral de 26 milhões de reais, a iniciativa oferece bolsa de 1.621 reais e cursos de qualificação para facilitar o ingresso no mercado formal de trabalho.

Nesta quarta-feira (1º), o diretor-presidente da Funsat (Fundação Social do Trabalho), João Henrique Bezerra da Silva, apresentou os dados da prestação de contas semestral, referentes a junho a dezembro de 2025, na Câmara Municipal.

De acordo com o diretor, a predominância feminina tem relação com o perfil social atendido e com as regras do programa. “Hoje há um grande público feminino dentro do programa, por mais questões, entre elas o fato de o programa não restringir o beneficiário de receber o Bolsa Família. Ele pode receber o Bolsa Família e estar no programa. Por isso que a grande parte hoje, mais de 70%, é do público feminino”, disse.

Mulheres ocupam 73% das vagas de trabalho oferecidas pelo Primt na Capital
Dados apresentados pela Funsat durante audiência mostram número de contratos por meio de cotas (Foto: Mylena Fraiha).

Ele também comentou a menor presença masculina no programa e como isso tem afetado serviços em algumas pastas, como a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). “Temos 323 homens, ou seja, cerca de 30% são homens. Por isso que a gente entende a dificuldade, principalmente da Secretaria de Obras, na contratação para esse serviço operacional, tapa-buraco, limpeza de bueiro, que exige uma mão de obra mais pesada”, afirmou.

A ampliação de vagas para mulheres também ocorreu com a reformulação das cotas, feita pela Lei nº 7.473/2025, sancionada em outubro do ano passado pela prefeita Adriane Lopes. Entre as mudanças, o programa passou a reservar 3% das vagas para pais e mães de filhos com deficiência. Já havia cota de 5% para mulheres vítimas de violência, além de vagas destinadas a pessoas com deficiência, negros e indígenas.

De acordo com o balanço apresentado, o programa conta atualmente com 25 mulheres vítimas de violência e cerca de 20 mães de crianças com deficiência, que passaram a ser incluídas mais recentemente. “Tivemos mais de 50 inscrições, porque tem que apresentar o laudo no ato da inscrição, comprovando que a criança tem alguma deficiência”, explicou.

Segundo o diretor, o programa tem como foco a inserção no mercado formal de trabalho. “Para o mercado formal, que esse é o objetivo do programa, a capacitação desses beneficiários para que consigam uma renda lá fora. Não é só ser aprovado no programa, mas sim construir uma carreira profissional nas empresas dentro de Campo Grande”, afirmou.

Segundo João Henrique Bezerra da Silva, hoje os beneficiários do Primt recebem bolsa de R$ 1.621, além de vale-transporte, cesta básica e vale-alimentação.

Dados - No segundo semestre de 2025, o investimento total no programa foi de R$ 26.116.441,14, sendo que a maior despesa foi com a bolsa auxílio paga aos beneficiários, que somou R$ 19.503.675,00. Também houve gastos com marmitex, no valor de R$ 3.101.249,10, vale-transporte, que totalizou R$ 1.986.060,00, cestas básicas, com R$ 1.512.956,64, e seguro de vida, no valor de R$ 12.500,40.

A Semed (Secretaria Municipal de Educação) concentra o maior número de beneficiários, com 243 pessoas, seguida pela Funesp (Fundação Municipal de Esportes), com 228, Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), com 171, e SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social), com 124.

Entre os recortes específicos do programa estão 25 mulheres vítimas de violência, 22 indígenas, 13 pessoas com deficiência e 12 egressos do sistema penitenciário. As mães de crianças com deficiência passaram a ser incluídas mais recentemente e já somam cerca de 20 participantes.

A faixa etária com maior número de beneficiários é de 21 a 30 anos, com 376 pessoas. A região do Anhanduizinho concentra o maior número de participantes, com 32,5%, seguida pelas regiões do Bandeira, Segredo, Lagoa, Imbirussú, Prosa e Centro.

Durante o período, 215 beneficiários fizeram cursos de qualificação pela escola da Funsat. “Alguns cursos que nós temos: atendente de farmácia, cuidador de idosos, empreendedorismo, rotinas administrativas, comportamento profissional, inteligência artificial e tráfego pago. Todos esses cursos são gratuitos, não somente para os beneficiários, mas para toda a população”, afirmou o diretor.

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