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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

27/04/2010 16:07

Família denuncia bar, após irmãos apanharem de segurança

Redação

O estudante Alessandro Portela Santana, de 25 anos, mostra o rosto ainda inchado e com sete pontos: 4 no supercílio e mais 3 na lateral da face. Ele pediu para não ser fotografado, mas recebeu o Campo Grande News.

O rapaz conta que foi agredido na madrugada de domingo, por seguranças do Miça, bar badalado da avenida Afonso Pena.

O jovem diz que estava em pé, encostado em uma das mesas, quando um segurança passou e pediu para que o grupo de Alessandro saísse de perto da mesa, sem explicar o motivo.

O rapaz admite que, depois, ao ver o mesmo funcionário "com sorriso irônico" foi tirar satisfações, momento em que foi imobilizado na frente do palco e levado para um corredor lateral, onde começou a apanhar.

"Achei que foi abuso de autoridade por parte do segurança. E também, que eu saiba um segurança de bar ou boate só pode imobilizar e não bater".

A irmã de Alessandro, Alexandra Portela Santana, 26 anos, também diz que foi agredida. Ela defende o irmão e garante que só o que o jovem fez foi advertir o segurança de que "não era daquela forma que deveria trabalhar. Ele achou ruim e partiu para cima", reclama.

No momento em que Alessandro foi imobilizado, a jovem diz que outros seguranças chegaram e seguraram o rapaz. "Ele não revidou para não causar tumulto".

Alexandra fala que quando viram a cena, a revolta de seus amigos foi generalizada e todos tentaram chegar até Alessandro para ajudar e por isso também foram agredidos e xingados.

"Uma de minhas amigas levou um tapa na cara e eles nos obrigaram a sair do bar pelas portas do fundo", protesta

A mãe dos dois jovens, Luciene Portela, está indignada. "Nós somos gente de bem, meus filhos nunca se envolveram com brigas". Ela diz que o filho nem sequer pode trabalhar, porque ainda se recupera da "pancadaria".

A família diz que vai entrar com processo contra o bar.

Já o proprietário do Miça, Carlos Roledo Júnior, nega qualquer excesso dos seguranças. "Aqui a ordem é evitar briga porque isso afasta cliente", justifica.

Segundo ele, a turma de Alessandro foi advertida depois que uma cliente pediu apoio dos seguranças, porque os amigos estavam arrumando confusão.

"Ela pediu ajuda porque os meninos estavam arrumando confusão perto da mesa dela", diz Carlos Júnior.

Ele diz que não estava no bar na hora da confusão, mas sustenta a versão dos funcionários. "o garoto também provocou o segurança. Quando ele disse que iria tirar essa turma do bar, o menino diz que um só não ia dar conta", detalha.

Sobre o que aconteceu depois do bate-boca, a versão do bar é que as agressões físicas começaram da parte de Alessandro.

Segundo Carlos, na quinta-feira ele terá um encontro com Alessandro. "Ele me ligou e disse que vem aqui, talvez com advogado".

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