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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

27/07/2013 11:44

Gasto com Bolsa Família cresce 77%, mas ainda há miseráveis na Capital

Graziela Rezende
Luzinete fez cadastro para os quatro filhos. Foto: Pedro PeraltaLuzinete fez cadastro para os quatro filhos. Foto: Pedro Peralta
Jovem tentou renovar ajuda para os dois filhos. Foto: Pedro PeraltaJovem tentou renovar ajuda para os dois filhos. Foto: Pedro Peralta

Os gastos do Governo federal com o pagamento do Bolsa Família em Campo Grande, que possui 90.324 famílias cadastradas, cresceram 77% em três anos, de R$ 2,1 milhões por mês, em 2010, para R$ 3,7 milhões em maio deste ano. Apesar do aumento e do número de beneficiados representar 12,4% da população da Capital, a Secretaria Municipal de Ação Social (SAS) ainda "caça" miseráveis para incluir no programa do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 

“Atendemos até o dia 24 deste mês, 7 mil famílias a mais do que no ano passado. A intenção é retirar as famílias da linha de extrema pobreza, algo que muitas pessoas desconhecem existir em Campo Grande, bem como favelas. Exemplo disso é a Vila Nhá Nhá, da qual cadastramos 120 famílias em um sábado de ação itinerante, ocorrido em maio deste ano”, afirma Marcela Rodrigues, responsável pela proteção social básica da SAS.

A ação itinerante para o CU (Cadastro Único) da SAS, além de atender o Bolsa Família, para aqueles que querem aderir ao programa e realizar a inclusão de mais pessoas, também pega dados para a geração do número do NIS, para aqueles que estão em busca das casas populares.

“Estamos fazendo esse trabalho manualmente nos bairros e posteriormente digitalizamos o processo na prefeitura. E, a partir daí, cobramos uma série de acompanhamentos periódicos ao médico e na escola desta criança, todas exigências para o responsável receber mensalmente o benefício”, explica a diretora Rodrigues.

Em média, uma mãe que faz o cadastro dos filhos recebe R$ 70 por cada inscrito. “Trabalhamos com a idéia da transferência da rede condicionada, para melhorar a vida desta família e retirá-la da pobreza. Aliado a este trabalho, oferecemos cursos de inclusão produtiva com certificado para as mães, por exemplo. Com isso, muitas conseguem uma renda melhor”, diz a diretora.

Após a qualificação, os funcionários da SAS ainda dão aulas de empreendedorismo aos cadastrados. “Não adianta de nada a mulher se tornar manicure e não saber nem o preço que vai cobrar para fazer as mãos de uma cliente ou até mesmo gastar todo o dinheiro que ganha, sem reservar ao menos um pouco para comprar o esmalte. São os "mimos" que elas recebem para ter uma profissão por completo”, brinca a diretora.

Moradores do Jardim Hortênsia em ação itinerante. Foto: Pedro PeraltaMoradores do Jardim Hortênsia em ação itinerante. Foto: Pedro Peralta
População ainda tem acesso a cursos. Foto: Pedro PeraltaPopulação ainda tem acesso a cursos. Foto: Pedro Peralta

Com a expectativa de receber o benefício para os quatro filhos, com idades que variam de um ano e oito meses a 18 anos, a auxiliar de limpeza Luzinete do Carmo dos Reis, 38 anos, conta que a ajuda é destinada somente a alimentação dos filhos. “Compro o essencial com este dinheiro, que é o arroz, feijão, carne e misturas, já que dificilmente sobra para uma fruta. E como o meu ganho líquido é R$ 450 mensais, deixo este valor para comprar uma roupa para eles, ou algo muito necessário”, comenta Reis.

Solteira e com dois filhos, a auxiliar administrativo Beatriz Lopes de Oliveira, 24 anos, está renovando, na manhã deste sábado (27), o cadastro para o Bolsa Família. “Eu trabalho, mas manter duas crianças de cinco anos e outra de dois meses não é fácil. Então preciso desta ajuda”, avalia a jovem.

A ação itinerante, que hoje ocorreu na Escola Municipal Elízio Ramires, do bairro Jardim das Hortênsias, é realizada de acordo com a demanda em outros bairros de Campo Grande. Neste ano, os profissionais já passaram pelos bairros Dom Antônio Barbosa, Cidade de Deus e a Portelinha.

 

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....acredito eu que não é aumentando o valor do bolsa família que ira acabar ou amenizar com a extrema pobreza,como diz nossa presidente....
.., a população precisa de emprego,de ser tratado com dignidade,exigindo que as empresas deem trabalho,que sejam obrigatório a inserção para o primeiro emprego para os jovens...
..JÁ FIZ MEU COMENTÁRIO ANTES....eu não sou totalmente contra esses incentivos governamentais, ajuda sim,mas, está cada vez aumentando as mães solteiras,pais sem compromissos,jovens tendo total liberdade para colocarem filhos no mundo,pois como tem a bolsa família,eles ficam sem responsabilidade de nada!!!aumentando a libertinagem etc...emprego e salario... oportunidade,incentivos..ai diminuiria as favelas,as mães solteiras e o pais irresponsáveis....pensa governo!!!!

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sandra rojas de oliveira em 27/07/2013 13:38:09
vejo a bolsa familia beneficia muita gente que realmente necessita foi um um plano em tese bem criado pelo governo federal, mas acredito que tenha que ser melhor fiscalizado para evitar que pessoas que realmente necessitem peguem esses benefícios não saindo distribuindo com objeto de compras de votos e de favores o cadastramento e fiscalização pois as vezes a pessoa esta abaixo da pobreza ela sai dessa linha mas continua recebendo o beneficio
 
claudio rodrigues de souza em 27/07/2013 13:25:50
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