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Campo Grande, Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019

23/07/2019 10:57

Acusado de matar corretor degolado em fazenda é levado para delegacia

João Ramão Franco foi preso ontem pela PM; ele é acusado de matar o douradense Pedro Batista dos Santos Neto, no domingo

Helio de Freitas, de Dourados
Acusado de matar corretor mostra a policial militar local onde jogou arma do crime (Foto: Divulgação)Acusado de matar corretor mostra a policial militar local onde jogou arma do crime (Foto: Divulgação)

 Está preso na Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho, a 431 km de Campo Grande, o acusado de assassinar o corretor de imóveis Pedro Batista dos Santos Neto, 44, conhecido como “Pepê”. O crime ocorreu na noite de domingo (21) na fazenda da família de Pedro Neto, que era douradense e administrava a propriedade.

João Ramão Franco, funcionário da fazenda, foi localizado na madrugada de hoje (23) em outra fazenda, a 15 km do local do crime, por homens da Força Tática da Polícia Militar em Jardim. A faca usada no crime foi apreendida.

Considerado de alta periculosidade pela polícia, João Ramão é dependente de drogas e já tinha sido preso por furto e assalto em Porto Murtinho. Em novembro de 2016, ele foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão por assalto à mão armada, mas ficou em regime semiaberto.

Ao procurá-lo em fevereiro deste ano para entregar intimação, o oficial de Justiça foi informado pela mãe de João Ramão que ele estava trabalhando em fazendas no Chaco paraguaio e tinha vindo a Porto Murtinho para passar Natal e Ano Novo e que não sabia quando voltaria.

Em maio, João Ramão Franco foi condenado novamente, dessa vez por furto, e o juiz determinou que ele cumprisse a pena privativa de liberdade de um ano, mas o acusado não foi localizado e foi considerado foragido.

Inicialmente havia outro suspeito de participação no assassinato, mas uma testemunha afirmou à polícia que o outro homem não teve envolvimento e que João Ramão degolou o corretor sozinho. O motivo ainda é desconhecido.

A propriedade onde ocorreu o assassinato fica a pelo menos 200 km do perímetro urbano de Porto Murtinho, em ponto de difícil acesso. Para chegar ao local é preciso ir até o município de Bonito e de lá seguir para a fazenda.

De família conhecida em Dourados, Pedro Neto era irmão do advogado e delegado aposentado da Polícia Civil Sebastião Auro Nunes. O corpo está velado em Dourados, onde será enterrado.

 

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