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Interior

Após sequestro no Paraguai, dupla é torturada e abandonada no Brasil

Por Nyelder Rodrigues | 26/01/2017 22:22

Uma brasileira de 39 anos e uma paraguaia de 30 foram sequestradas em Pedro Juan Caballero (PAR) e depois torturadas e abandonadas em Ponta Porã - município localizado a 323 km de Campo Grande. A polícia brasileira foi informada sobre o caso pela polícia paraguaia. Militares do Brasil estão entre os suspeitos.

Conforme o boletim de ocorrência, um oficial da Polícia Nacional do Paraguai entrou em contato via 190 com a PM (Polícia Militar) informando sobre o caso na linha internacional. Chegando lá, os militares encontraram outro policial paraguaio, que informou sobre duas mulheres em uma moto, que foram interceptadas por quatro homens armados.

O relato foi de que o quarteto, que agiu na rua Doutor Francia, em Pedro Juan, estava com pistolas. Um dos bandidos pegou a moto enquanto outros três forçaram a entrada delas na camionete em que estavam, de cor preta. Eles rumaram em direção ao Brasil, segundo o comissário paraguaio.

Diligências foram feitas até foram encontradas as vítimas após uma moradora de Ponta Porã acionar o 190 dizendo que duas mulheres baterem em sua porta pedindo socorro e contaram história semelhante ao relato pelo policial paraguaio.

Logo os policiais brasileiros foram até o encontro das vítimas. Elas contaram que estavam saindo do trabalho, em um motel, quando foram rendidas pelo quarteto que as levou para um matagal, que não souberam informar onde ficaria, agredindo-as e também pedindo dinheiro constantemente.

Depois da tortura, elas foram abandonadas no local, tendo que caminhar por cerca de quatro horas até a casa onde conseguiram pedir socorro. Os militares brasileiros então levaram as vítimas para atendimento médico no Hospital Regional de Ponta Porã. Logo depois o caso foi encaminhado para 1ª DP (Delegacia de Polícia Civil).

Mais tarde, acompanhada com uma equipe da Polícia Nacional do Paraguai, a vítima paraguaia retornou ao Brasil, indo até a sede do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) em Ponte Porã, onde denunciou que um policial militar brasileiro, já aposentado, e outros militares, estão entre os suspeitos de terem cometido o crime.

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