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Interior

Apreensão de 205 kg de cocaína resulta em 58 anos de prisão para traficantes

Integrantes de grupo criminoso ainda devem pagar R$ 345 mil em dias-multa

Por Ana Paula Chuva | 20/05/2026 10:12


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Quatro integrantes de grupo criminoso foram condenados a 58 anos e seis meses de prisão por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro no Mato Grosso do Sul. O esquema foi desarticulado em fevereiro de 2024 com a apreensão de 205 kg de cocaína em Deodápolis. O grupo usava empresa de fachada em Santa Catarina e movimentou mais de R$ 102 mil. Cada condenado pagará multa superior a R$ 345 mil.


Quatro integrantes de um grupo criminoso denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foram condenados a 58 anos e 6 meses de prisão por um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, que foi desarticulado em fevereiro de 2024 com a apreensão de 205 kg de cocaína na MS-276, em Deodápolis, a 265 km de Campo Grande.

O processo correu em sigilo e a sentença foi divulgada nesta quarta-feira (20). De acordo com o MP, a denúncia feita pela Promotoria de Justiça de Deodápolis, em parceria com a Polícia Federal de Dourados, foi acolhida totalmente.

A investigação começou em 2024, após a apreensão de 205 quilos de cocaína escondidos em um compartimento falso no tanque de combustível de um caminhão Scania abordado na MS-276, em Deodápolis. A droga tinha como destino o Paraná.

O trabalho de inteligência identificou uma estrutura criminosa organizada para o tráfico interestadual e a lavagem de dinheiro. O grupo utilizava uma empresa de fachada registrada em Santa Catarina, supostamente voltada ao comércio de veículos, para ocultar a movimentação financeira e dar aparência legal às operações.

As investigações revelaram ainda movimentações superiores a R$ 102 mil entre os envolvidos, incluindo transferências bancárias, pagamentos via Pix e aquisição disfarçada de imóveis em nome de terceiros.

Na denúncia, o Ministério Público destacou que os acusados atuavam de forma coordenada e com divisão de funções dentro da organização criminosa. Segundo a Promotoria, o esquema possuía estabilidade, permanência e estrutura organizada para viabilizar o tráfico de grandes carregamentos de drogas.

Os dois apontados como líderes da organização foram condenados individualmente a 15 anos e 9 meses de reclusão. Já outros dois integrantes, responsáveis pelo suporte logístico, financeiro e contábil do grupo, receberam penas de 13 anos e 6 meses cada.

Além da condenação à prisão em regime fechado, cada um dos envolvidos foi sentenciado ao pagamento de 6,6 mil dias-multa, valor que ultrapassa R$ 345 mil, além da perda definitiva de bens, veículos e ativos financeiros bloqueados durante as investigações.

O motorista responsável pelo transporte já havia sido condenado anteriormente a 5 anos e 10 meses de prisão por tráfico de drogas.

A Justiça negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade, mantendo as prisões preventivas. O MP informou ainda que recorreu da decisão para pedir aumento das penas aplicadas.

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