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Apreensão de skunk marca primeira ocorrência com a droga em MS neste ano

Entorpecente foi encontrado durante a fiscalização após a abordagem de um caminhão com uma família boliviana

Por Bruna Marques | 06/01/2026 08:46
Apreensão de skunk marca primeira ocorrência com a droga em MS neste ano
PRF apreendeu 172 quilos de skunk escondidos em um caminhão durante fiscalização na BR-262, em Corumbá (Foto: Divulgação / PRF)

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu 172 quilos de skunk neste fim de semana, em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. A droga foi encontrada durante fiscalização na BR-262, após a abordagem de um caminhão. Esta é a primeira ocorrência com apreensão de skunk registrada em 2026 em Mato Grosso do Sul.

RESUMO

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A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 172 quilos de skunk em Corumbá, Mato Grosso do Sul, durante fiscalização na BR-262. O motorista, de nacionalidade boliviana, viajava com esposa e um bebê, transportando a droga de Corumbá para Três Lagoas. Em 2025, as apreensões de drogas no estado totalizaram 6.270,806 quilos, causando prejuízo de R$ 92,6 milhões ao tráfico. A maconha liderou as apreensões com 5.892,762 quilos, seguida pela cocaína com 1.342,396 quilos. O skunk, versão mais potente da maconha, possui maior concentração de THC e efeitos mais intensos.

O motorista viajava com a esposa e um bebê de quatro meses. Todos são de nacionalidade boliviana. Durante a vistoria, os policiais sentiram forte odor de maconha vindo da cabine. Questionado, o condutor confessou que transportava a droga de Corumbá para Três Lagoas.

A ocorrência foi encaminhada à PF (Polícia Federal), em Corumbá.

Segundo balanço divulgado em dezembro do ano passado pela Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), as apreensões de drogas em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025 somaram 6.270,806 quilos, com prejuízo estimado em R$ 92,6 milhões ao tráfico. Do total, 2.543,024 quilos foram apreendidos no primeiro semestre e 3.727,782 quilos no segundo.

A maconha respondeu pela maior parte das apreensões no ano, com 5.892,762 quilos, seguida da cocaína, com 1.342,396 quilos. Os dados também registram 21,956 quilos de skunk, 8,696 quilos de haxixe marroquino, 326 comprimidos de ecstasy, 158 micropontos de LSD e um pé de maconha.

Versão mais potente - O skunk é uma droga derivada da maconha, porém com potência significativamente maior. Ele é produzido a partir de flores selecionadas da planta, cultivadas com técnicas específicas para elevar a concentração de THC (Tetrahidrocanabinol), principal composto psicoativo da cannabis.

Enquanto a maconha comum apresenta teor baixo ou moderado de THC, o skank pode alcançar níveis muito mais elevados, o que resulta em efeitos mais intensos e rápidos no organismo. Outra característica marcante é o odor forte, facilmente perceptível, inclusive em ações policiais.

Por ser mais concentrado, o consumo do skank está associado a maior risco de dependência e a efeitos adversos mais severos, como ansiedade intensa, paranoia e alterações cognitivas. No mercado ilegal, a droga costuma ter valor superior ao da maconha comum, justamente pela maior potência.

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