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Interior

Busca por executores de casal leva polícia a casa com munições

Investigadores apreenderam carregadores de fuzil e equipamentos táticos no imóvel vazio em Zanja Pytã

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 21/10/2026 22:21
Busca por executores de casal leva polícia a casa com munições
Também foram apreendidos um aparelho de GPS, carregadores de rádios comunicadores e uma pasta com documentos. (Foto: Direto das Ruas)

A investigação sobre o sequestro e a execução de Marcelo Juan Ortiz Moura, de 26 anos, e da namorada dele, Carolina Benites Arce, de 27, levou a polícia paraguaia a uma casa na zona rural de Zanja Pytã, na fronteira com Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (21). O imóvel estava vazio, mas os agentes encontraram munições de grosso calibre, carregadores de fuzil e equipamentos táticos. Nenhuma arma foi apreendida e ninguém foi preso durante a operação.

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A polícia paraguaia fez buscas, nesta quarta-feira (21), em uma casa rural de Zanja Pytã, na fronteira com Ponta Porã, ligada à investigação do sequestro de Marcelo Juan Ortiz Moura, de 26 anos, e da morte da namorada dele, Carolina Benites Arce, de 27. O imóvel estava vazio, mas havia munições de grosso calibre, carregadores de fuzil e equipamentos táticos. Ninguém foi preso. O crime ocorreu na segunda-feira (19), em Pedro Juan Caballero. Sergio González Giménez, de 30 anos, é procurado como suspeito. Uma hipótese é dívida com o Comando Vermelho.

As buscas ocorreram por volta das 14h15, em uma propriedade na Colônia 204. A ação foi coordenada pelo promotor Emilio Álvarez, com participação de equipes da Polícia Nacional do Paraguai. Os investigadores entraram na residência, que estava desocupada, para procurar elementos que pudessem ajudar a identificar os responsáveis pelas mortes.

Em um cômodo separado da casa principal, os agentes encontraram um carregador com duas munições calibre .50 e outros dois carregadores para fuzis calibre 7,62. Também foram apreendidos um aparelho de GPS, carregadores de rádios comunicadores e uma pasta com documentos.

Dentro da residência havia dois pares de botas táticas, uma jaqueta camuflada, um cartucho calibre 12 e um vidro blindado de automóvel. Os policiais recolheram ainda dois roteadores de internet e um equipamento que armazena imagens de câmeras de segurança.

Todo o material foi encaminhado ao Ministério Público paraguaio para análise. Os investigadores pretendem verificar quem frequentava a propriedade e se o endereço tem relação com o grupo que sequestrou Marcelo e matou Carolina. Até o momento, não há confirmação de que os objetos apreendidos tenham sido utilizados no crime.

Busca por executores de casal leva polícia a casa com munições
Estojo com munições de fuzil foi encontrado em imóvel vazio. (Foto: Direto das Ruas)

Execução do casal - O ataque ocorreu na madrugada de segunda (19), quando pelo menos dez homens armados chegaram em duas caminhonetes à residência de Marcelo, no bairro Obrero, em Pedro Juan Caballero. Os criminosos invadiram a casa, retiraram o rapaz à força e o levaram em um dos veículos. Carolina foi morta a tiros de fuzil em frente ao imóvel.

Marcelo permaneceu desaparecido até a manhã de terça (20), quando seu corpo foi encontrado em uma estrada rural da região de Cerro Corá'i. No mesmo dia, uma caminhonete Toyota Fortuner apareceu incendiada em Zanja Pytã. A polícia investiga se o veículo foi utilizado pelos autores do sequestro.

Uma das suspeitas é de que o crime tenha sido motivado por uma dívida de Marcelo com integrantes do CV (Comando Vermelho), relacionada à venda de drogas. Conforme apurado anteriormente pelo Campo Grande News, a facção teria enviado homens do Rio de Janeiro para executar o rapaz. Essa versão ainda não foi confirmada oficialmente.

A polícia paraguaia também identificou Sergio González Giménez, de 30 anos, como suspeito de organizar o ataque e oferecer abrigo aos executores. Ele é procurado pelos investigadores.