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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Outubro de 2019

18/01/2019 16:02

CCZ encontra 62 focos de mosquito e reforça alerta sobre a dengue

Focos do inseto que transmite também chikungunya e zika vírus foram localizados durante mutirão em bairros da região sul

Helio de Freitas, de Dourados
Agente de endemias durante mutirão em Dourados (Foto: Divulgação)Agente de endemias durante mutirão em Dourados (Foto: Divulgação)

Foi só voltar a chover com mais frequência em janeiro após a estiagem de dezembro para o mosquito da dengue começar a espalhar em bairros de Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Em mutirões feitos nesta semana na região sul da cidade, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), identificou 62 focos do Aedes aegypti, que transmite também a febre chikungunya e zica vírus.

Com base no Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, elaborado de 7 a 11 de janeiro, o CCZ fez os mutirões nos pontos com maior incidência de focos do mosquito, os bairros Dioclécio Artuzi, Harrison de Figueiredo, Estrela Verá e Chácara Califórnia.

De acordo com a prefeitura, 1.848 imóveis foram vistoriados e 471 estavam fechados. Foram 72 proprietários notificados por descumprir a lei municipal 3.965, de 11 de fevereiro de 2016.

A chamada Lei da Dengue estabelece uma série de medidas a serem tomadas pelos moradores, principalmente para manter os quintais limpos.

A coordenadora do CCZ Rosana Alexandre da Silva afirma que as equipes continuam com o trabalho de prevenção, mas ela alerta a população a redobrar os cuidados para evitar água parada em recipientes no quintal, principal meio de reprodução do Aedes.

“A saúde pública precisada da contribuição de todos. Simples cuidados com o quintal, não deixar água acumulada em vasos de plantas, principalmente nesta época de verão, têm grande impacto nessa luta”, afirma Rosana.

Ela pede que os moradores denunciem imóveis fechados onde possa existir criadouro do mosquito. A lei prevê multa de R$ 400 por foco no caso de imóveis residenciais.

No caso de terrenos baldios, o valor sobe para R$ 600 e nos imóveis comerciais, industriais e órgãos ou entidades públicas a multa é de R$ 800 por foco encontrado.

Mesmo sem a existência de foco do inseto, terrenos com entulhos e recipientes que podem se transformar em criadouros também podem gerar multa de R$ 800 para imóvel residencial, de R$ 1.300 para terrenos baldios e de R$ 1.600 para empresas e indústrias.

No Diário Oficial do Município de quarta-feira (16) foram divulgados os nomes de proprietários autuados para fazer a limpeza e manutenção dos imóveis. Esses proprietários não foram localizados e as correspondências enviadas pelos Correios foram devolvidas.

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