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Interior

Chuva aumenta cratera e casa tem 40% da estrutura comprometida

Imóvel não seria mais habitável e teria que ser demolido, avalia engenheiro

Por Mirian Machado | 09/03/2021 17:57
Buraco no chão e rachaduras nas paredes do imóvel foram causados pela erosão (Foto: jornal da Nova)
Buraco no chão e rachaduras nas paredes do imóvel foram causados pela erosão (Foto: jornal da Nova)

As fortes chuvas na semana passada que atingiram Nova Andradina, cidade a 300 km de Campo Grande só piorou a situação da erosão que segue pelos bairros Argemiro Ortega e Cristo Rei. Dessa vez, a chuva aumentou a cratera o que comprometeu a estrutura do imóvel que fica na esquina .

Parte da casa foi levada pela enxurrada o que abalou a mais de 40% da estrutura. A tubulação de esgoto e aterro recém-construído também fora prejudicados.

Máquinas trabalhavam no local nesta terça-feira (9) (Foto: Jornal da Nova)
Máquinas trabalhavam no local nesta terça-feira (9) (Foto: Jornal da Nova)

Em entrevista ao portal Jornal da Nova, um engenheiro civil que preferiu não se identificar, disse que com isso o imóvel não é mais habitável. O correto seria a demolição urgente para evitar uma tragédia com pessoas ou crianças curiosas que possam entrar no local.

“O solo não tem mais a sustentação e a casa não tem mais estrutura para ficar em pé. Uma próxima chuva forte pode cair na cratera levando a residência vizinha, que também já está bastante comprometida”, disse.

No local novamente será construído um aterro para conter a erosão que se arrasta pela cidade desde 2018. Essa não é a primeira vez que a obra tem que ser recomeçada.

Os serviços da obra estão sendo custeados com recursos  de R$ 580 mil de um convenio entre o município e o Governo do Estado.

A situação tem causado ainda mais preocupação a proprietária da residência Kelly de Souza de 36 anos. Ela contou que não tem tido apoio da prefeitura, já que disseram que o aluguel de onde está vivendo não cabia no orçamento do aluguel social e com isso já são três meses em atraso.

“A prefeitura e a Secretaria de Infraestrutura não procuraram os moradores. Eles disseram que se tivesse que indenizar seria indenizado, pediram um documento para avaliar a casa que foi pago pelos próprios moradores. Dói muito ver nosso patrimônio sendo destruído e a incerteza de que seremos restituídos”, reclamou.

Casa está na esquina da erosão e corre risco de ser engolida pela cratera (Foto: Jornal da Nova)
Casa está na esquina da erosão e corre risco de ser engolida pela cratera (Foto: Jornal da Nova)


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