A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 30 de Maio de 2017

02/07/2013 13:45

Decisão do TRF mantém índios em fazenda onde professores foram mortos

Nadyenka Castro
Acampamento indígena na fazenda São Luís. (Foto: Divulgação)Acampamento indígena na fazenda São Luís. (Foto: Divulgação)

Decisão do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) mantém em parte da fazenda São Luís, em Paranhos, a 469 quilômetros de Campo Grande, índios guarani-kaiowá. A propriedade foi cenário, em outubro de 2009, da morte de dois professores indígenas. O corpo de um deles ainda não foi encontrado e os donos da fazenda foram responsabilizados pelo duplo homicídio.

Em fevereiro deste ano, o órgão especial do TRF-3, afirmou que os índios tinham que permanecer no local denominado Ypo'i porque a saída deles “seria altamente imprudente”, tendo em vista que a demarcação do território ainda não havia sido concluída. A Funai (Fundação Nacional do Índio) elaborou mapa da região em conflito, indicando que a área da fazenda “muito provavelmente se situa sobre o território indígena denominado Tekohá Ypoi e Triunfo”.

Os donos da fazenda recorreram da decisão de fevereiro. O Ministério Público Federal (PRR-3) manifestou-se contra o recurso dos fazendeiros e afirmou que “os direitos indígenas não decorrem somente da demarcação, mas sim da Constituição Federal, sendo dever da União proteger e assegurar seus direitos e interesses”.

O Ministério Público continua. “Em razão da clara impossibilidade de retorno à sua área de origem, deduz-se claramente que terão problemas para alimentação, saúde e serão mesmo forçados a morar à beira das estradas, em condições totalmente degradantes”. Agora, mais uma vez o órgão especial do TRF-3 manteve os indígenas na área, até que a demarcação seja concluída.

Mortes - Os professores indígenas, Jenivaldo e Rolindo Vera, foram mortos durante expulsão do grupo de 50 pessoas do local. Os réus são Fermino Aurélio Escolbar Filho, Rui Evaldo Nunes Escobar e Evaldo Luís Nunes Escobar - filhos do proprietário da Fazenda São Luís -, Moacir João Macedo - vereador e presidente do Sindicato Rural de Paranhos-, Antônio Pereira - comerciante da região -, e Joanelse Tavares Pinheiro – ex-candidato a prefeito de Paranhos. Eles respondem processo penal por homicídio qualificado – sem possibilidade de defesa da vítima -, ocultação dos cadáveres, disparo de arma de fogo e lesão corporal contra idoso.

Contaminação - Em 14 de novembro de 2012 uma grande crosta de espuma branca formou-se sobre toda a superfície da água do córrego da aldeia, única fonte de água potável para a comunidade. Um vídeo registrado pelos indígenas e amostras do material foram entregues ao MPF, que solicitou à Polícia Federal a instauração de inquérito para investigar possível contaminação no córrego Ypo’i.

Carreta da Justiça leva serviços do TJ para Tacuru nesta semana
Mais uma etapa de atendimentos da Carreta da Justiça, projeto do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), foi dado início nesta segunda-fei...
Senac segue com inscrições abertas em quatro cursos profissionalizantes
O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de Aquidauana - cidade localizada a 135 km de Campo Grande - que está com inscrições abertas par...
Por causa da filha e cansada de fugir, mulher decide se entregar à polícia
Uma situação inusitada ocorreu em Bonito na noite de domingo (28): uma mulher, de 35 anos, que não teve o nome revelado, procurou a PM (Polícia Milit...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions