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Interior

Em Amambai, cobertor e comida quente são receita para driblar frio

As baixas temperaturas não intimidam a população do município mais frio do Estado

Por Maurício Ribeiro | 28/07/2021 18:45
Céu limpo em Amambai hoje, mas cidade pode registrar temperaturas negativas nos próximos dois dias. (Foto: Patrícia Calixto)
Céu limpo em Amambai hoje, mas cidade pode registrar temperaturas negativas nos próximos dois dias. (Foto: Patrícia Calixto)

Na cidade mais gelada de Mato Grosso do Sul, a expectativa por 3ºC negativos nos próximos dias já fez todo mundo reforçar as cobertas. Os moradores de Amambaí relatam que a noite passada já foi difícil e que esta promete.

“Trabalho como cuidadora de idosos numa casa de repouso, essa noite foi bem complicada. A gente usou aquecedor, aumentou a quantidade de cobertores e quando saí do plantão, por volta das 6h30, ventava muito, tivemos sensação térmica negativa, acredito que esta noite tenhamos geada ”, comenta Patrícia Calixto Weiss, de 32 anos.

Com temperaturas despencando em todo o Estado por conta de uma massa de ar frio polar, Amambai,  a 360 km de Campo Grande, deve registrar as temperaturas mais baixas de Mato Grosso do Sul nos próximos dois dias. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a cidade que teve mínima de 4°C nesta quarta-feira (28), tem previsão de -1°C para amanhã e -3°C para sexta-feira.

Embora o frio assuste, Sandra Pereira, de 37 anos, diz que no salão dela, apenas o tipo de atendimento muda. “O movimento não caiu. Como o clima frio muda o resultado final de procedimentos químicos, como mechas e alisamentos, então, cai esse tipo de procura, em contrapartida, aumenta a busca por escovas, as clientes preferem lavar no salão”, complementa ela.

Morando na cidade há cinco anos, Marcio Aniceto, 42, explica que o frio na região é diferente e que o inverno mais severo assustou no início. “Ah, a gente nota a diferença. É diferente do frio de Campo Grande, por exemplo. No meu primeiro inverno aqui, quase congelei”, conta ele.

O técnico em refrigeração ainda conta que nos pratos quentes está uma ótima e deliciosa forma de enfrentar as baixas temperaturas. “A região tem muita influência paraguaia, catarinense e paranaense, a culinária aqui é sensacional, então, a gente apela para as comidas típicas de cada região para driblar o frio”, conclui.

O prefeito Edinaldo Luiz de Melo Bandeira (PSDB) conta que o município distribuiu 5 mil cobertores à famílias carentes. “Recebemos 2 mil unidades do Governo do Estado e compramos mais 3 mil. Realizamos uma triagem para fazer chegar a quem mais precisa"

Outra estratégia é reforçar as equipes da prefeitura na rua, inclusive, em aldeias da região. "Com essa nova frente fria, que promete ser ainda mais forte que as anteriores, designamos uma equipe composta por 12 profissionais da Assistência Social, que realizam um trabalho de busca ativa para monitorar pessoas em situação de vulnerabilidade. A ação se estende às aldeias Amambai, Limão Verde e Jaguari, comunidades indígenas do município”, explicou o chefe do executivo.

No final da tarde e durante a noite, um micro-ônibus percorre as ruas da cidade em busca dessas pessoas desabrigadas, que são levadas para um centro de acolhimento, onde é oferecida pernoite, roupas, cobertores e refeições.

Informações sobre pessoas em situação de rua podem ser registradas através do telefone (67) 98466-4243.

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