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Interior

Homem morto pela PM espancou mulher por três horas

Vítima tem limitações físicas por ter sofrido AVC e foi enforcada e agredida com socos e chutes

Por Helio de Freitas, de Dourados | 10/06/2024 09:55
Local onde homem foi ferido após atirar em policiais; ele morreu no hospital (Foto: Leandro Holsbach)
Local onde homem foi ferido após atirar em policiais; ele morreu no hospital (Foto: Leandro Holsbach)

Renan da Silva Soares, 33, morto em confronto com policiais militares da Força Tática na noite deste domingo (9), submeteu a esposa a pelo menos três horas de agressões ininterruptas. Ainda na noite de sábado (8), ele tentou matar a mulher incendiada.

Insatisfeito com o espancamento, ele chegou a jogar álcool na cabeça dela para atear fogo, mas foi impedido pelo filho. As agressões ocorreram na residência do casal, no Bairro Parque do Lago, região oeste de Dourados (a 251 km de Campo Grande).

De acordo com a Polícia Civil, na manhã de ontem, após ser espancada e quase morta queimada, a mulher procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para denunciar o marido, com quem convivia há 17 anos.

Ela contou que foi enforcada por Renan ao ponto de ficar sem ar. Em seguida, o agressor derramou álcool na cabeça dela e saiu à procura de fósforo para atear fogo, mas foi impedido pelo filho do casal, adolescente de 15 anos.

Segundo a polícia, nesse momento Renan iniciou a sessão de espancamento, batendo na esposa quando ela já estava deitada. A mulher não tem mobilidade do lado direito do corpo em decorrência de dois AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais)

Se aproveitando da limitação física da vítima, ele a arremessou no solo e passou a enforcá-la, além de desferir socos e chutes, causando diversas lesões. Segundo ela, a sessão de espancamento durou cerca de três horas, nos cômodos e no quintal da casa.

Renan da Silva Soares, morto em confronto com policiais militares, ontem, em Dourados (Foto: Reprodução)
Renan da Silva Soares, morto em confronto com policiais militares, ontem, em Dourados (Foto: Reprodução)

Para se defender, a mulher mordeu o dedo do agressor e, com medo de morrer, fugiu com o filho e pediu auxílio na casa da irmã. De manhã, procurou a delegacia.

O delegado plantonista Marcos Soares e dois investigadores foram ao local onde ocorreram os fatos, na tentativa de prender o agressor, mas ele já tinha fugido. Conforme testemunhas, ele havia se escondido em uma mata nas proximidades da casa.

Por se tratar de crime contra mulher praticado no contexto doméstico, a DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) foi comunicada sobre o crime. A delegada Thays Bessa aciono a Seção de Investigações Gerais e as demais forças de segurança pública – Polícia Militar e Guarda Municipal – para capturar o autor.

Até um drone foi usado pela Guarda Municipal para tentar localizar Renan Soares no meio da mata. Por volta de 20h40, a equipe da Força Tática da PM o localizou entre os bairros Estrela Porã e Parque do Lago.

Renan estava em um Celta preto e tentou fugir, mas perdeu o controle o carro caiu no barranco ao lado da pista. Segundo a polícia, ele desceu do veículo com um revólver calibre 38 na mão e começou a atirar. Os PMs atiraram de volta para repelir a agressão e o atingiram. Renan foi socorrido ao Hospital da Vida, mas morreu em seguida.

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