Investigação no DF aponta que golpe do falso advogado partiu de presídio de MS
Grupo criminoso enganava idosos com processos forjados
A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu investigação que identificou um esquema do golpe do “falso advogado” com origem em um presídio de Dourados, município situado a 251 quilômetros de Campo Grande. O grupo teria enganado uma idosa com mensagens que simulavam contato de um advogado responsável por processo judicial. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5) pela assessoria de comunicação do órgão.
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A Polícia Civil do Distrito Federal desvendou um esquema de golpe do "falso advogado" operado a partir de um presídio em Dourados, Mato Grosso do Sul. O grupo criminoso, que enganava vítimas usando nomes e fotos de advogados reais, conseguiu aplicar golpes em uma idosa através de mensagens que simulavam contato de um suposto advogado. A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, identificou seis envolvidos, incluindo uma advogada inscrita na OAB que teria auxiliado na ocultação dos valores obtidos. As autoridades alertam que o golpe visa principalmente idosos com processos judiciais em andamento.
Segundo a investigação, os suspeitos entravam em contato com vítimas por aplicativos de mensagem. Eles usavam o nome e a foto de advogados reais para dar aparência de autenticidade. O grupo informava que o processo exigia pagamento imediato para liberação de valores ou conclusão do caso.
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No episódio apurado, uma idosa fez transferências para contas controladas pelos criminosos. O grupo ainda tentou obter um segundo repasse, de valor maior. A fraude veio à tona antes da nova transferência.
A apuração também apontou que parte das mensagens partiu de dentro de uma unidade prisional em Dourados. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deu apoio à investigação. Equipes cumpriram diligências em Dourados e em Juti.
Participaram da operação o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e delegacias das duas cidades. A investigação ficou a cargo da DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), da equipe brasiliense.
Os policiais identificaram seis envolvidos no esquema. A apuração também apontou participação de uma advogada inscrita na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que teria ajudado a ocultar a origem do dinheiro obtido com a fraude.
A polícia alerta que o golpe costuma atingir pessoas idosas que têm processos judiciais em andamento. A orientação é confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, por telefone já conhecido.
Denúncias sobre crimes cibernéticos podem ser feitas pelo telefone 197.


