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Interior

Justiça mantém preso sequestrador de caso que terminou com policial morto

Crime em Capitán Bado teve resgate de R$ 50 mil e confronto durante buscas pelos autores

Por Gustavo Bonotto | 24/09/2026 21:59
Justiça mantém preso sequestrador de caso que terminou com policial morto
Silvino Villalva (sentado) conversa com policiais após ser resgatado em mata. (Foto: ABC Color)

A Justiça do Paraguai manteve, na tarde desta quinta-feira (24), a condenação de sete anos de prisão de Ramón Ferreira Chávez, de 26 anos, pela participação no sequestro do empresário Silvino Villalba Salinas em Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia e a 396 quilômetros de Campo Grande.

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A Justiça do Paraguai manteve a condenação de sete anos de prisão de Ramón Ferreira Chávez, de 26 anos, pelo sequestro do empresário Silvino Villalba Salinas em Capitán Bado, em janeiro de 2019. O Tribunal de Apelação rejeitou por unanimidade o recurso da defesa. O crime resultou na morte do delegado Rufino Acosta Gill durante operação policial. O resgate foi pago em R$ 50 mil.

O crime ocorreu em janeiro de 2019 e desencadeou uma busca que terminou, dois dias depois da libertação do refém, com a morte do delegado Rufino Acosta Gill.

Três integrantes do Tribunal de Apelação rejeitaram por unanimidade o recurso apresentado pela defesa e preservaram a sentença aplicada em junho.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, Ramón havia sido condenado no dia 23 de junho por participação no sequestro e em grupo criminoso. Gustavo Amarilla, Claudia Criscioni e Silvana Luraghi entenderam que o recurso não apontou de forma concreta erros capazes de modificar o resultado do julgamento. Com isso, permaneceu válida a pena definida contra o morador de Capitán Bado.

A acusação aponta que Ramón chegou à cidade no dia 19 de janeiro de 2019 com o pai, Crispín Ferreira, e os irmãos Marcelino e Estanislao Ferreira Chávez para preparar o sequestro. Três dias depois, Silvino saiu da região central de Capitán Bado e seguiu até a propriedade rural dele, na Colônia Mariscal López. Quatro homens armados o renderam no local, onde um funcionário da fazenda, Ubaldino Cuenca Barreto, já estava imobilizado.

Os sequestradores algemaram os dois e os levaram de caminhonete até a região de Yvype. Um dos homens exigiu inicialmente R$ 70 mil e ameaçou matar os reféns caso o dinheiro não fosse entregue, mas a negociação reduziu o valor para R$ 50 mil. De acordo com o processo, o pagamento foi levado até Ka'aguy Poty e um policial reconheceu Ramón como o homem que chegou de motocicleta para buscar o envelope com o dinheiro pouco antes da libertação das vítimas.

Histórico - Ainda conforme o jornal paraguaio, Silvino e o funcionário foram encontrados ainda naquela tarde em uma região de mata, enquanto drones localizaram a picape Fiat Strada do empresário abandonada cerca de 20 quilômetros distante da propriedade. Na ocasião, havia versões divergentes sobre o pagamento, mas a decisão judicial divulgada agora registra que o resgate acabou acertado em R$ 50 mil e foi entregue aos sequestradores.

As buscas também tiveram participação de forças de Mato Grosso do Sul. A PM (Polícia Militar) cedeu um helicóptero para transportar oficiais paraguaios de Pedro Juan Caballero até Capitán Bado durante a Operação Fronteira em Alerta. A mobilização continuou nos dias seguintes para localizar os integrantes do grupo responsável pelo sequestro.

Dois dias depois, em 24 de janeiro de 2019, agentes paraguaios rastrearam suspeitos em uma estrada da região conhecida como Cerro 21. Rufino, então subchefe do Departamento Antissequestro da Polícia Nacional, comandava a equipe que interceptou uma caminhonete e foi recebida a tiros. O comissário foi atingido na cabeça e morreu após ser levado a um hospital, enquanto Estanislao também morreu no confronto.