Justiça mantém prisão de casal que agrediu bebê por choro contínuo
Criança de 1 ano e 10 meses segue internada com fratura no fêmur
O juiz Caio de Britto manteve presos, nesta terça-feira (17), em Dourados, o casal de 19 anos acusado de agredir um bebê de 1 ano e 10 meses. A decisão ocorreu em audiência de custódia, após o padrasto confessar as agressões motivadas pelo choro contínuo da criança.
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Segundo o jornal Dourados News, os dois haviam sido presos em flagrante na segunda-feira (16), depois que a vítima deu entrada com ferimentos graves na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A Justiça considerou a gravidade das lesões, a idade da criança e a situação de vulnerabilidade.
Conforme já apurado pela reportagem, a criança chegou à unidade com múltiplos ferimentos e fratura grave no fêmur. Profissionais de saúde desconfiaram da versão de acidente doméstico apresentada pela mãe e acionaram a Guarda Civil Metropolitana.
Em depoimento, o padrasto admitiu que deu chutes no rosto do bebê e o arremessou contra a cama. A mãe afirmou que mordeu a criança na parte superior das costas. O casal disse que se irritou porque o bebê não parava de chorar.
O laudo médico apontou hematoma na região ocular, lesão na testa, marca de mordida nas costas, dor intensa no membro inferior esquerdo e fratura no fêmur esquerdo. A criança permanece internada sob cuidados médicos e acompanhamento da rede de proteção.
Não há informações sobre o pai biológico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.


