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Interior

Justiça mantém prisão de casal que agrediu bebê por choro contínuo

Criança de 1 ano e 10 meses segue internada com fratura no fêmur

Por Gustavo Bonotto | 17/02/2026 21:48
Justiça mantém prisão de casal que agrediu bebê por choro contínuo
Mãe foi escoltada por policiais na data de ontem. (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

O juiz Caio de Britto manteve presos, nesta terça-feira (17), em Dourados, o casal de 19 anos acusado de agredir um bebê de 1 ano e 10 meses. A decisão ocorreu em audiência de custódia, após o padrasto confessar as agressões motivadas pelo choro contínuo da criança.

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Juiz manteve prisão de casal acusado de agredir bebê de 1 ano e 10 meses em Dourados (MS). O padrasto confessou ter chutado o rosto da criança e a arremessado contra a cama, enquanto a mãe admitiu tê-la mordido nas costas. As agressões foram motivadas pelo choro contínuo.A vítima foi internada com múltiplos ferimentos, incluindo hematomas na região ocular, lesões na testa e fratura no fêmur esquerdo. O caso foi descoberto após profissionais de saúde desconfiarem da versão de acidente doméstico apresentada pela mãe. A criança segue hospitalizada sob cuidados médicos.

Segundo o jornal Dourados News, os dois haviam sido presos em flagrante na segunda-feira (16), depois que a vítima deu entrada com ferimentos graves na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A Justiça considerou a gravidade das lesões, a idade da criança e a situação de vulnerabilidade.

Conforme já apurado pela reportagem, a criança chegou à unidade com múltiplos ferimentos e fratura grave no fêmur. Profissionais de saúde desconfiaram da versão de acidente doméstico apresentada pela mãe e acionaram a Guarda Civil Metropolitana.

Em depoimento, o padrasto admitiu que deu chutes no rosto do bebê e o arremessou contra a cama. A mãe afirmou que mordeu a criança na parte superior das costas. O casal disse que se irritou porque o bebê não parava de chorar.

O laudo médico apontou hematoma na região ocular, lesão na testa, marca de mordida nas costas, dor intensa no membro inferior esquerdo e fratura no fêmur esquerdo. A criança permanece internada sob cuidados médicos e acompanhamento da rede de proteção.

Não há informações sobre o pai biológico. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.