Antônio nem fez 2 anos e pulou Carnaval mais que muito adulto
Filho de casal com tradição carnavalesca, menino aproveitou ao lado da família e em segurança

Antes mesmo de completar 2 anos, o pequeno Antônio já curtiu dois carnavais de rua de Campo Grande. Na verdade, três, se contar o ano em que ainda estava na barriga da mãe, que não dispensou a folia quando ainda estava grávida. Com direito a fantasia em família, o menino cresceu no meio da festa e neste ano não foi diferente.
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O pequeno Antônio, com menos de 2 anos, já é veterano no Carnaval de Campo Grande. Filho da atriz Helena Soares e do diretor de teatro Fernando Lopes, ele participa da festa desde antes de nascer, quando sua mãe desfilou fantasiada de abacate, fazendo dele o "caroço". A tradição carnavalesca vem de ambos os lados da família. Helena é filha dos fundadores do Bloco Cordão Valu, pioneiros do Carnaval de rua da cidade, enquanto Fernando, carioca nascido durante o Carnaval, cresceu na cultura do samba do Rio de Janeiro. A família mantém o costume de usar fantasias temáticas e acredita na importância de perpetuar essa manifestação cultural através das gerações.
“Ele veio na barriga. Eu vim fantasiada de abacate e ele era o caroço do abacate”, relembra a atriz Helena Soares, de 32 anos, mãe do Antônio. No ano passado, já nos braços dos pais, ele saiu de palhacinho. Neste ano, repetiu a dose. “Hoje eu vim de tenda de circo, o pai de palhaço e ele de pipoca do circo”, explica Helena.
A tradição não é por acaso. Helena é filha de Norberto e Neila, cofundadores do Bloco Cordão Valu e pioneiros no Carnaval de Rua de Campo Grande. “Eu venho desde os 6 anos para o Carnaval. Meu pai e minha mãe faziam Carnaval antes mesmo de ter o bloco”, conta.
Do outro lado, o pai, o diretor de teatro Fernando Lopes, de 51 anos, também carrega o samba no DNA. Carioca, nasceu no dia 24 de fevereiro, em pleno Carnaval. Ele conta que cresceu no meio da folia do Rio de Janeiro, torcendo pela Acadêmicos do Salgueiro.
Morando há 11 anos em Campo Grande, Fernando conta que se reaproximou da festa na Capital. “Eu voltei a reconhecer o Carnaval em mim aqui. Os blocos são menores, mais acolhedores. O Cordão da Valu é um símbolo da cultura campo-grandense”, afirma.
A conexão com a festa também passa pela família da esposa. “Meu sogro e minha sogra são cofundadores da Valu. São carnavalescos natos. Trazer o Antônio é brincar o Carnaval com ele, fazer ele entender que é uma festa que tem que acontecer”, destaca.
E ele entende. Helena conta que o pequeno participou de todos os dias de folia deste ano. “Ele veio todos os dias. No domingo, dormiu no carrinho e passou o Carnaval inteiro assim, mas estava aqui”, relata.
A mãe conta que a preparação inclui carrinho reclinável, água e organização para garantir conforto. Fantasia também é tradição dentro de casa. Neste ano, a família foi de Asterix, Obelix e Idéfix no sábado, de cupidos na segunda-feira e de circo completo na terça-feira para se despedir do Carnaval de 2026, mantendo uma cultura que se transmite de pais para filho.
Para Helena, trazer crianças para o Carnaval de rua é essencial. “Ele tá aqui brincando na rua, correndo, ouvindo música. Fica batucando quando vê o pessoal no palco. Acho muito importante participar desde pequeno”, avalia.
Fernando confirma. “Carnaval é para todo mundo, para todas as famílias, na diversidade. É celebrar a vida. E são as crianças que vão continuar isso,” finaliza o pai.
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