Mãe de bebê que deu entrada sem vida em UPA é liberada após depoimento
Suspeita de broncoaspiração entra na investigação, que ainda apura possíveis maus-tratos

A suspeita de broncoaspiração passou a ser considerada na investigação sobre a morte de uma bebê de 2 meses e 13 dias, nesta terça-feira (6), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. A mãe da criança, que havia sido levada à delegacia para prestar depoimento, foi liberada.
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A suspeita de broncoaspiração passou a ser considerada na investigação sobre a morte de uma bebê de 2 meses, ocorrida nesta terça-feira (6), em Corumbá. A mãe, ouvida na delegacia, foi liberada. O delegado Felipe Araújo afirmou que a linha investigativa segue como maus-tratos seguidos de morte e que é preciso aguardar as perícias. A criança chegou sem vida à UPA Guatós, com sinais cadavéricos e sangue na roupa.
A informação foi confirmada pelo delegado Felipe Araújo ao Campo Grande News. “Entendemos que é necessário aprofundar mais as investigações. Mas a linha investigativa continua a mesma. Maus-tratos seguido de morte. Mas vai ser necessário aguardar as perícias de local de crime, necroscópica... E ouvir mais pessoas”, disse.
A possibilidade ainda depende dos exames realizados no corpo da criança. A perícia também analisou a residência onde a bebê estava antes de ser levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós.
O boletim de ocorrência obtido pelo site Diário Corumbaense aponta que foram identificados sangramento na cavidade oral da criança e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax. No entanto, um exame de raio X não apontou lesões corporais aparentes.
Mais cedo, a reportagem informou que a criança chegou sem vida à unidade de saúde. A mãe relatou que encontrou a filha sem respirar depois de sair de casa durante a noite para buscar energia na residência de um vizinho, devido à falta de eletricidade.
Na UPA, uma enfermeira levou a bebê para a área vermelha, onde uma médica constatou que ela já estava morta havia algum tempo e apresentava sinais cadavéricos. A profissional também encontrou sangue na roupa da criança. Segundo o relato da mãe, havia sangue na boca da filha.
Diante das circunstâncias, profissionais da unidade acionaram a PM (Polícia Militar), o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. A mãe foi levada à delegacia, enquanto a perícia examinou a casa da família.

