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Interior

MP arquiva investigação contra vereador denunciado por corrupção

Promotoria concluiu que pedido de aumento em contrato não configurou crime

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 27/05/2026 21:16
MP arquiva investigação contra vereador denunciado por corrupção
O vereador Rones Cézar Leal (PSDB). (Foto: Arquivo/Câmara Municipal)

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) arquivou a investigação contra o vereador Rones Cézar Leal (PSDB), alvo de denúncia por suposta corrupção passiva em Nova Alvorada do Sul, município situado a 116 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi assinada pela promotora Fernanda Rottili Dias, no inquérito que apurava pedido de aumento em contrato de publicidade institucional firmado com a prefeitura.

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul arquivou a investigação contra o vereador Rones Cézar Leal (PSDB), de Nova Alvorada do Sul, acusado de corrupção passiva por supostamente pressionar a prefeitura para aumentar contrato de publicidade de R$ 6 mil para R$ 15 mil mensais. A promotora concluiu que a conduta não configura crime, pois não houve vínculo entre o pedido e o exercício do mandato. O arquivamento aguarda homologação judicial.

O caso ganhou repercussão em fevereiro de 2025, quando o então secretário municipal de Governo, Fábio Osório Ferreira, acusou o parlamentar de pressionar a administração para elevar pagamentos destinados ao veículo de comunicação ligado a ele. Segundo a denúncia, o vereador teria pedido aumento de R$ 6 mil para R$ 15 mil mensais.

Na promoção de arquivamento, a promotora afirmou que a conduta investigada não se enquadra no crime previsto no artigo 317 do Código Penal, que trata de corrupção passiva. Conforme o documento, não houve comprovação de relação entre o pedido de reajuste e o exercício do mandato parlamentar.

“O investigado recebia o valor de seis mil reais para publicação de mídias institucionais” e apenas “solicitou o aumento do valor para ao menos quinze mil reais”, registrou a representante do MPMS no parecer enviado à Justiça.

A promotora destacou que o inquérito não apontou que o vereador condicionou o pedido ao cargo eletivo ou utilizou a função pública para obter vantagem indevida. Ela também citou entendimento do TJAC (Tribunal de Justiça do Acre) segundo o qual o crime exige vínculo entre a função pública e o favorecimento solicitado.

O procedimento reuniu depoimentos do ex-secretário Fábio Osório Ferreira, de Rodrigo Rodrigues Flauzino da Silva, do próprio vereador e de Matheus Rocha Cosmo.

Com o arquivamento, o Ministério Público entendeu que não existem elementos mínimos para apresentação de denúncia criminal. O pedido ainda depende de homologação judicial.

Na época da denúncia, Rones negou irregularidades e afirmou que o caso representava retaliação política. O vereador declarou ao Campo Grande News que prestava serviços de publicidade institucional à prefeitura antes de assumir cadeira na Câmara Municipal.

Ele também alegou que a administração municipal tinha autonomia para aceitar ou rejeitar os valores apresentados pelo serviço de mídia. Segundo o parlamentar, as críticas publicadas pelo veículo de comunicação não tinham relação com os contratos mantidos com a prefeitura.