Segundo a "regra" do RG, deputado se despede da avó, 18 dias após ex-governador
Ex-primeira-dama, Maria Antonina Cançado Soares, que morreu aos 85 anos neste sábado (11)

Seguindo a "regra" dos RG, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo) usou as redes sociais para se despedir da avó, a ex-primeira-dama de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande, Maria Antonina Cançado Soares, que morreu 18 dias após a morte do marido, o ex-governador Marcelo Miranda Soares.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Maria Antonina Cançado Soares, ex-primeira-dama de Mato Grosso do Sul, morreu aos 85 anos, 18 dias após o falecimento do marido, o ex-governador Marcelo Miranda Soares. O casal era detentor dos RGs de número 1 e 2 do estado. O deputado João Henrique Catan (Novo), neto do casal, prestou homenagem nas redes sociais. O velório ocorre neste domingo, em Paranaíba, onde ela nasceu.
Catan conta que, na família, ela era conhecida por "achar que sempre as coisas aconteceriam do jeito que ela queria" e que a despedida do avô, alguns dias antes, inverteu essa lógica.
- Leia Também
- Maria Antonina morre 18 dias após o marido, o ex-governador Marcelo Miranda
- Dono do RG nº 1 de MS, Marcelo Miranda é lembrado por legado político
O ex-governador foi o dono do RG (Registro Geral) nº 1 de Mato Grosso do Sul. Já sua esposa, a ex-primeira-dama Dulce Miranda, recebeu o RG nº 2, um dos primeiros documentos emitidos após a criação do Estado, em 11 de outubro de 1977.
"Talvez seja por isso que meu avô, engenheiro, mais acostumado a obedecer à Dona Mariita, é que foi surpreendê-la, indo primeiro para que pudesse receber a primeira-dama do Estado e que a regra matemática dele fosse cumprida, diferente da percepção dela. Assim, a gente se despediu primeiro do RG 01 e, dezoito dias depois, do RG 02", completou.
A ex-primeira-dama morreu na noite deste sábado (11), aos 85 anos. Nascida em 19 de fevereiro de 1941, em Paranaíba, Maria Antonina acompanhou um dos períodos marcantes da história política sul-mato-grossense ao lado de Marcelo Miranda, que governou o Estado entre 1987 e 1991 e também foi prefeito de Campo Grande.
O parlamentar ainda afirmou que Maria Antonina tentou ser "só avó dos netos", mas, em sua trajetória, também se destacou como primeira-dama, pecuarista e "benfeitora do povo". "Meu avô brincava que, quando ela fosse embora, ele iria escrever na lápide dela: aqui jaz uma pessoa que fez tudo o que quis", disse.
Na carta de despedida, Catan ainda relembra a fé da matriarca, considerada a "pedra fundamental" da família. "A capela de São José, de quem ela era devota, cheia das medalhas de São Bento, algo que ela distribuía a torto e a direito a quem ela queria bem, principalmente se ganhasse um carro novo. Se eu vivesse na estrada igual a ela, era capaz de entrar dentro para ver se a medalha estava lá mesmo", lembrou.
Maria Antonina será velada neste domingo (12), a partir das 8h, na capela da Pax Vida, localizada na Rua Barão do Rio Branco, 942, no Centro de Paranaíba. O sepultamento está previsto para a tarde, na cidade onde nasceu.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

