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Interior

Professor que estuprou afilhada é condenado a 46 anos de prisão

Ele está preso desde o dia 22 de janeiro do ano passado e agora, recebeu sentença da Vara Criminal da cidade

Por Geisy Garnes | 29/11/2021 16:47
Fórum de Aquidauna, onde o réu foi condenado após julgamento na Vara Criminal. (Foto: Internet)
Fórum de Aquidauna, onde o réu foi condenado após julgamento na Vara Criminal. (Foto: Internet)

A Justiça de Aquidauana – cidade a 141 quilômetros de Campo Grande – condenou a 46 anos e 8 meses de prisão, o professor que por uma década estuprou a afilhada e a irmã dela. O crime veio à tona no ano passado, após a vítima reencontrar o abusador em uma festa de família e revelar que por anos foi violentada por ele.

Consta no processo que a afilhada do acusado começou a ser assediada quando tinha 8 anos. Aos 12, ela passou a ser estuprada.

Como era muito próximo da família da vítima, tinha carta branca para buscar a adolescente em casa para “lanchar”. Os passeios, no entanto, acabavam na sede do Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores da Educação) do município, onde a menina era estuprada. Na época dos fatos, ele era secretário de Finanças do local.

Em outras ocasiões, o abusador abordava a vítima na saída da escola e levava para o rancho. Para a polícia, a menina contou que onde o padrinho a levava, tinha câmeras de segurança e ele sabia exatamente como desviar dos equipamentos para não ser filmado com ela.

O professor ameaçava “acabar com ela” para mantê-la calada e a “recompensava” com R$ 20 sempre que a estuprava. Para escapar do padrinho, a jovem se mudou para Campo Grande, mas ainda assim, foi procurada por ele. Nesse dia, muito nervosa, contou pela primeira vez sobre o crime à amiga que morava com ela.

Em dezembro de 2019, foi surpreendida pelo estuprador durante visita a Aquidauana e novamente ficou abalada. A amiga então contou o segredo à mãe da vítima. Foi descoberto então que a irmã dela, na época com 15 anos, também era violentada pelo professor.

Na denúncia do Ministério Público Estadual, foi reforçado que anos depois do crime, a jovem ainda luta contra graves sequelas psicológicas. Em razão dos abusos sexuais sofridos, a vítima apresentou ao longo dos 10 anos depressão, chegou a se automutilar e tentar suicídio.

Agora, vê a Justiça condenar o homem que a estuprou. Em entrevista ao site O Pantaneiro, a mãe das meninas afirmou que a sentença ao professor é recebida com alívio pela família. “No primeiro momento, quando fui fazer a denúncia, fiquei com medo, pois ele era uma figura de poder. Achávamos que ele não seria nem condenado. Aí quando ele foi preso e agora o julgamento... Foi uma vitória, porque a justiça nem sempre é feita, mas nesse caso, ela foi feita e ele vai pagar por tudo que fez com as minhas filhas”, disse.

Depois do crime, a mulher se mudou da cidade e hoje, comemora justiça feita. “Elas tinham muito medo dele ser solto, mas creio que agora temos a Justiça da terra e a de Deus. Quis compartilhar, porque sei que tem gente com medo de denunciar abusos que sofrem, que não dará em nada. Quero dizer aos pais de vítimas para não se calem e denunciem, não tenha medo de procurar a Justiça, porque ela não falha”, reforçou.

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