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Interior

Resgatado no Paraguai, fornecedor do Comando Vermelho é preso no Brasil

Jorge Teófilo Samudio González, o Samura, tinha sido resgatado em setembro de 2019

Por Helio de Freitas, de Dourados | 29/03/2021 13:51
Jorge Samudio, o Samura, é natural de Capitán Bado e atua na linha internacional (Foto: Arquivo)
Jorge Samudio, o Samura, é natural de Capitán Bado e atua na linha internacional (Foto: Arquivo)

Foi preso nesta segunda-feira (29) em território brasileiro o narcotraficante Jorge Teófilo Samudio González, o Samura, 49, apontado como um dos principais líderes da facção carioca Comando Vermelho na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

Samura estava foragido desde 11 de setembro de 2019, quando foi resgatado por comparsas em ataque com tiros e explosivos contra viaturas da Polícia Nacional que acompanhavam o retorno dele do Fórum de Asunción para a penitenciária de Emboscada, nos arredores da capital paraguaia. Um policial foi morto no ataque.

Natural de Capitán Bado, cidade vizinha de Coronel Sapucaia (MS), Samura foi preso em ação conjunta da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) com a Polícia Federal do Brasil.

A Senad não informou o local exato onde o traficante foi preso, se limitando a dizer que foi no lado brasileiro da fronteira. A imprensa paraguaia especula que Samura tenha sido localizado em propriedade rural na região de Coronel Sapucaia. A hipótese é que a Senad quer deixar a informação em sigilo até o narcotraficante ser transferido para a capital, para evitar tentativa de resgate.

Jorge Samudio tinha sido preso pela primeira vez em outubro de 2018 em Bella Vista Norte, outra cidade paraguaia vizinha de Mato Grosso do Sul.

Considerado peça-chave do Comando Vermelho por liderar a estrutura que envia a cocaína boliviana através do Paraguai para o Brasil e Europa, ele ficou menos de um ano preso até ser resgatado. Em 2011, ele chegou a ser cercado por agentes da Senad em uma pista clandestina em Concepción, mas conseguiu fugir. No local foram apreendidos 370 quilos de cocaína.

Segundo a Senad, o narcotraficante conta com grande capacidade financeira e lidera a organização com mão de ferro. Para demonstrar poder de fogo, sempre foi acompanhado por dezenas de seguranças com armas de grosso calibre. A quadrilha dele movimenta 20 milhões de dólares mensais com o comércio de cocaína.

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