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Interior

Ministro paraguaio dá explicações no Senado sobre resgate de traficante

Juan Ernesto Villamayor será questionado amanhã sobre fuga de Jorge Samudio González, 47, o Samura, no dia 11 de setembro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 08/10/2019 10:31
Ministro do Interior do Paraguai desce de carro oficial, dia 30 de setembro, em Assunción (Foto: ABC Color)
Ministro do Interior do Paraguai desce de carro oficial, dia 30 de setembro, em Assunción (Foto: ABC Color)

O ministro do Interior Juan Ernesto Villamayor terá de dar explicações a senadores do Paraguai sobre a fuga do narcotraficante Jorge Teófilo Samudio González, 47, o Samura, que atuava na fronteira com Mato Grosso do Sul. Resgatado em ataque cinematográfico no dia 11 de setembro deste ano, Samura ainda não foi encontrado.

A audiência para depoimento de Villamayor será nesta quarta-feira (9) às 9h, no Senado da República do Paraguai, em Assunción. A convocação foi aprovada no mês passado, poucos dias após o resgate.

Considerado o principal líder da facção carioca Comando Vermelho no Paraguai, Samura tinha sido preso em outubro do ano passado em Bella Vista Norte, cidade paraguaia vizinha de Bela Vista (MS). Ele é apontado como operador das rotas aéreas que trazem cocaína da Bolívia para o Paraguai, enviada depois para o Brasil, via terrestre.

Prestes a ser demitido – ele já admitiu que deve virar chefe de gabinete do presidente paraguaio Mario Abdo Benítez - Juan Ernesto Villamayor confirmou na manhã de hoje que nesta quarta terá de responder às pergunta dos senadores.

Entretanto, ele afirma não entender a convocação, já que a pasta que chefia não tem, segundo Villamayor, responsabilidade pelo transporte de presos. Samura foi resgatado quando voltava de audiência no Palácio da Justiça em Assunción para o Presídio de Emboscada, na região metropolitana da capital paraguaia.

“O transporte de um preso não é atribuição do Ministério do Interior, nem da polícia”, afirmou Villamayor. Segundo ele, essa responsabilidade cabe ao Ministério da Justiça.

Amanhã, frente a frente com os senadores, muitos deles de oposição ao atual governo, o ministro terá de responder a 26 perguntas, todas ligadas à segurança interna do país, segundo o jornal ABC Color, que teve acesso ao questionário.

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