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Interior

Rodovias e anel viário entram na mira após sequência de acidentes em Dourados

Zé Teixeira cobra duplicação na BR-163, redutor de velocidade, limpeza na MS-379 e revisão de radares

Por José Cândido | 03/03/2026 13:14
Rodovias e anel viário entram na mira após sequência de acidentes em Dourados
Medidas miram pontos críticos com histórico de acidentes e risco diário para moradores e estudantes (Foto Leandro Holsbach)

O trânsito pesado que corta Dourados virou pauta urgente na Assembleia Legislativa. Em meio a protestos recentes e a um histórico de acidentes, inclusive com vítima fatal, o deputado estadual Zé Teixeira protocolou uma série de indicações cobrando intervenções em pontos considerados críticos da cidade.

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A BR-163, em Dourados, enfrenta uma série de problemas de segurança viária devido ao intenso tráfego de veículos pesados em área urbana. O deputado estadual Zé Teixeira protocolou indicações na Assembleia Legislativa solicitando intervenções em pontos críticos, incluindo a duplicação do trecho entre os quilômetros 250 e 252.O pacote de medidas também contempla a instalação de redutor de velocidade próximo à Embrapa, limpeza do Anel Viário MS-379 e verificação técnica de radares na Avenida Weimar Gonçalves Torres. As solicitações surgem após protestos e acidentes, alguns fatais, evidenciando a urgência de melhorias na infraestrutura viária da região.

O foco principal é a BR-163, no trecho entre os quilômetros 250 e 252 — área onde bairros cresceram às margens da pista e convivem diariamente com o fluxo intenso de carretas e caminhões.

BR-163: bairros espremidos pelo tráfego pesado

A proposta apresentada pede estudos para duplicação do trecho e implantação de vias marginais. A reivindicação partiu do vereador Pedro Pepa e atende moradores do Conjunto Residencial Itaquera, Chácaras Trevo, Síria Rasselen, Sitiocas Campo Belo e Ouro Fino.

Com a expansão urbana avançando sobre a rodovia, a mistura entre trânsito de longa distância e deslocamentos locais criou um cenário de risco permanente. Moradores relatam dificuldade para acessar bairros, atravessar a pista ou mesmo entrar e sair de casa nos horários de pico.

A avaliação é de que a duplicação e a criação de marginais ajudariam a separar o fluxo urbano do tráfego pesado, reduzindo colisões graves e melhorando a mobilidade. Na semana passada, o trecho foi palco de protesto, reflexo da tensão crescente na região.

Redutor próximo à Embrapa

Ainda na BR-163, foi solicitada a instalação urgente de redutor de velocidade nas proximidades da Embrapa e da estação de tratamento da Sanesul. O ponto registra recorrência de acidentes, agravados pela alta velocidade e pela circulação diária de trabalhadores e moradores.

O histórico recente de acidente fatal reforçou a cobrança por uma medida imediata, considerada essencial para preservar vidas.

Anel viário com lixo e risco à saúde

As solicitações também alcançam a MS-379, o Anel Viário de Dourados. O pedido é de limpeza imediata nas proximidades da rotatória do Marco Rotary Internacional.

O local tem sido usado como ponto de descarte irregular de resíduos, acumulando lixo, entulho e mau cheiro. Além do impacto visual negativo, a situação compromete a saúde pública e a segurança de quem trafega por uma das principais vias de acesso à Penitenciária Estadual.

Radares sob questionamento

Outro ponto sensível está na Avenida Weimar Gonçalves Torres, em frente à Escola Estadual Menodora Fialho de Figueiredo. O deputado pediu verificação técnica das lombadas eletrônicas instaladas no trecho.

A demanda surgiu após reclamações de motoristas sobre possíveis inconsistências na aferição de velocidade, que estariam gerando notificações indevidas.

Em área de intenso fluxo escolar, a fiscalização é considerada indispensável — mas precisa ser precisa e transparente. A cobrança é para que o controle eletrônico cumpra seu papel de proteger estudantes e pedestres, sem penalizações equivocadas.

Com as indicações protocoladas, a expectativa agora recai sobre o Governo do Estado e os órgãos responsáveis pela concessão e manutenção das rodovias. Em uma cidade que cresce às margens de corredores logísticos estratégicos, o desafio é equilibrar desenvolvimento, mobilidade e segurança — antes que novas tragédias reforcem a urgência das obras.