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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Maio de 2019

18/03/2019 10:05

Secretário é convocado para explicar abandono de escolas municipais

Vereadora denunciou risco para alunos em escolas com vidros quebrados, fiação exposta e salas superlotadas

Helio de Freitas, de Dourados
Escola municipal de Dourados com vidros quebrados; secretário foi convocado pela Câmara (Foto: Divulgação)Escola municipal de Dourados com vidros quebrados; secretário foi convocado pela Câmara (Foto: Divulgação)

O secretário de Educação Upiran Jorge Gonçalves foi convocado pela Câmara de Vereadores para explicar o abandono de escolas da rede municipal de ensino de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande. A convocação foi proposta pela vereadora oposicionista Daniela Hall (PSD).

Daniela Hall afirmou que tem percorrido 27 unidades entre escolas e centros de educação infantil para elaborar um relatório a ser encaminhado ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Ela aponta situações de risco até mesmo para a vida dos estudantes. “São obras paradas, falta de manutenção nas unidades como pinturas, rachaduras, vidros de janelas quebrados, fiação elétrica exposta, infiltrações, banheiros entupidos, superlotação em salas de escolas da reserva indígena, falta de acessibilidade, entre outros que prejudicam a educação de qualidade”, afirma a assessoria da oposicionista.

A situação mais grave foi encontrada nas escolas Araporã e Agostinho, na reserva indígena de Dourados. Nas duas unidades, as obras paralisadas da quadra coberta se transformaram em “armadilhas” para os estudantes.

Segundo a assessoria de Daniela, a construção começou em 2016 quando o prefeito era o atual vice-governador Murilo Zauith (DEM) e não teve continuidade na administração da prefeita Délia Razuk (PR). Até pontas de barras de aço utilizadas na construção civil para reforçar estruturas de concreto estão expostas e ferindo alunos, afirma a vereadora.

“Uma criança de 11 anos furou o pé. A situação é tão grave que se alguém cair numa dessas estruturas, já que algumas delas são altas, pode ser letal”, declarou Daniela.

Outra grave situação, segundo ela, é que essas estruturas de alvenaria estão desabando. “Os tijolos estão caindo e o temor é que atinjam alguma criança. A refeitura precisa dar respostas urgentes para a comunidade escolar”.

Superlotação – Na Escola Tengatuí Marangatu, na aldeia Jaguapiru, salas de aula que deveriam ter 30 alunos chegam a ter 45, afirma Daniela. Além disso, não há ventiladores e com sensação térmica perto dos 40 graus como no mês passado, os estudantes correm risco de passar mal.

“Até um tempo atrás os alunos tinham que ir para debaixo da árvore, em frente à escola”, critica a vereadora. Segundo ela, a comunidade aguarda a construção de três salas de aula, promessa da administração prevista em acordo judicial com o Ministério Público Federal e que não teria sido cumprida.

A reunião com o secretário Upiran Jorge Gonçalves será nesta terça-feira (19) às 18h30, na Câmara de Dourados. Daniela disse ser de fundamental importância a presença dos alunos, professores e profissionais da educação. A reunião é pública.

Empreiteiras abandonaram – Através da assessoria de imprensa, o secretário de Educação disse que os contratos foram assinados na gestão anterior, quando a secretária de Educação era a atual vereadora Marinisa Mizoguchi (PSB). Ele promete esclarecer ponto a ponto, nesta terça-feira, quando irá à Câmara participar da reunião pública.

Segundo ele, as empreiteiras abandonaram obras por falta de recursos e depois solicitaram aditivos, o que não foi aceito pela atual gestão.



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