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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

10/12/2019 14:31

Sindicato dos fiscais agropecuários apoiam operação da PF, mas pedem cautela

Em MS, três fiscais agropecuários estariam envolvidos em esquema de recebimento de propinas

Rosana Siqueira
Polícia Federal de MT deflagrou segunda fase de operação de investigação (Divulgação)Polícia Federal de MT deflagrou segunda fase de operação de investigação (Divulgação)

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reiterou hoje por meio de nota, total apoio às investigações da Polícia Federal sobre a segunda fase da operação Porteira Aberta, que visa combater um esquema de pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela empresa JBS, para emitirem certificados sanitários sem terem de fato fiscalizado/inspecionado o abate de animais na empresa. No entanto, o sindicato recomendou cautela para que a integridade e a carreira dos profissionais que atuam de forma correta não sejam afetados. 

A ação que contou com apoio do Ministério Público Federal (MPF) detectou o uso de documentos falsos para justificar nas planilhas contábeis os pagamentos de serviços de marketing, consultoria ou serviço de inspeção federal para justificar pagamentos de propinas a fiscais sanitários agropecuários. Dos 15 alvos, três atuam em Mato Grosso do Sul – dois em Campo Grande e um em Cassilândia.

A PF identificou depósitos suspeitos, num intervalo de quase dez anos – de 2008 a 2017 – partindo das unidades da JBS na Capital, Cassilândia e Ponta Porã, além das localizadas no Mato Grosso Goiás, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina. O destino do dinheiro eram as contas de fiscais agropecuários federais e médicos veterinários conveniados ao SIF (Serviço de Inspeção Federal), que recebiam para emitirem certificados sanitários sem terem de fato fiscalizado os abates em unidades da empresa.

Daí o nome Porteira Aberta, explicou o delegado Rafael Valadares, em entrevista coletiva nesta manhã em Barra do Garças (MT), onde fica a delegacia responsável pelas investigações. “Porteira Aberta fez referência a ausência de fiscalização no abate de animais”.

Cautela
Por meio de nota da assessoria de imprensa , o sindicato destacou que os auditores fiscais federais agropecuários são, em sua enorme maioria, comprometidos com a segurança alimentar dos brasileiros e cientes do seu papel na economia do país.

No entanto, o Anffa Sindical exige que as investigações sejam conduzidas com cautela e de maneira consequente para que a integridade dos auditores envolvidos e a carreira não sejam alvos de ações equivocadas. A entidade alega que “em operações recentes, inocentes foram expostos, a carreira de auditores fiscais federais agropecuários foi difamada, sem que houvesse retratação posterior ou mesmo esclarecimento quanto a participação de outros agentes, públicos e privados, nos episódios investigados”.

As entidades Anffa Sindical e os Affas afirmam ainda no documento que “não compactuam com qualquer caso de corrupção e apoiarão toda e qualquer investigação visando à integridade e ao reconhecimento da importância da categoria para a sociedade”.

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