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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

14/09/2010 16:38

Intoxicações por remédios em MS preicupam especialistas

Redação

Os casos de intoxicações por remédios nos últimos seis meses preocupa técnicos do Civitox/MS (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica). As causas são variadas, com destaque para o acidente individual, erro de administração, uso terapêutico, prescrição médica inadequada, tentativa de suicídio e tentativa de aborto.

Segundo o Civitox, Dos casos registrados em Mato Grosso do Sul no primeiro semestre, a maioria ocorreu na área urbana e entre mulheres, cujas principais circunstâncias foram: 66% tentativa de suicídio; 22% acidente individual; 4% erro de administração; 4% uso terapêutico; 2% automedicação e 1% tentativa de aborto.

As intoxicações acidentais geralmente são causadas por crianças, que por curiosidade ou por apreciar o sabor de determinados medicamentos (como alguns xaropes), ingerem os medicamentos. Já os erros de administração são acidentes causados pela troca ou confusão de frascos de remédios, como utilizar um descongestionante nasal como colírio, que geralmente possuem embalagens semelhantes.

Há também os casos de automedicação e tentativa de aborto, quando a pessoa está consciente da possibilidade de efeitos e conseqüências. Casos de erro de prescrição médica e intoxicação por terapêuticos são raros, mas podem ocorrer.

Os índices registram que crianças até 9 anos de idade representam 26% das intoxicações por medicamentos; adolescentes até 19 anos representam 14%, adultos entre 20 e 59 anos correspondem a 26% e idosos até 80 anos, 5%.

Uma das formas de prevenir a intoxicação está na forma de guardar os medicamentos. Segundo a farmacêutica do setor de intoxicação do Civitox, Flávia Luiza de Almeida Lopes é importante evitar locais de fácil acesso às crianças, pessoas com transtornos e intenções suicidas, idosos e pessoas que utilizam vários medicamentos e que podem se confundir.

"O ideal é deixar os medicamentos nas embalagens originais e com a bula, guardando-os em local arejado, sem excesso de luz, temperaturas altas e umidade. Locais como banheiro, porta-luvas de carros, em cima de geladeiras, bolsas, no mesmo local em que estão guardados agrotóxicos ou produtos de limpeza e próximos do fogão prejudicam o medicamento e facilitam acidentes. Os remédios devem sempre ser guardados em locais altos e de preferência em armários com chave", explica.

A farmacêutica alerta ainda que para evitar vários acidentes, os pais nunca devem dizer às crianças que os remédios são gostosos, já que ao apreciar o sabor ou perceber que alguns remédios tem cores e formatos atrativos, ficam curiosas. Quanto aos adultos, medidas simples como a atenção ao ingerir um remédio podem evitar muitos casos de intoxicação.

Não descartar as medicações vencidas ou que não serão mais utilizadas em terrenos baldios também pode evitar acidentes com crianças, animais e para o meio ambiente. O ideal é que eles sejam entregues em unidades ou postos de saúde para serem posteriormente incinerados.

Por fim, a farmacêutica do Civitox alerta para que as pessoas comprem apenas remédios prescritos pelo médico, principalmente as tarjadas. No caso de dúvidas, o correto é buscar orientação com médicos ou farmacêuticos e jamais se automedicar ou seguir orientação de amigos ou parentes.

Intoxicação lenta - Para o presidente do CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia), Ronaldo Abrão, os dados do Civitox reportam apenas casos graves e agudos de intoxicação.

No entanto, segundo ele, existe um quadro silencioso que intoxica lentamente pelo uso irracional de medicamentos, pela automedicação irresponsável, pela "empurroterapia" com medicamentos inapropriados e principalmente pela falta de orientação profissional.

Serviço: Em caso de intoxicação, é necessário procurar o Civitox, que funciona 24 horas, todos os dias da semana. O telefone é o 0800 722 6001 e a ligação é gratuita. (Com informações do CRF/MS).

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