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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

22/07/2015 14:32

Juiz solta quadrilha de ladrões para cuidar de 300 bois furtados

Edivaldo Bitencourt
Acusados de integrar quadrilha de roubo de gado foram soltos para cuidar dos bois que furtaram (Foto: Arquivo)Acusados de integrar quadrilha de roubo de gado foram soltos para cuidar dos bois que furtaram (Foto: Arquivo)

Quatro meses após ser presa pela Polícia Civil, uma quadrilha de ladrões foi solta pela Justiça para cuidar de aproximadamente 300 cabeças de gado furtadas. Os 13 acusados de causar prejuízo de R$ 1 milhão aos pecuaristas de vários municípios de Mato Grosso do Sul foram liberados, na segunda-feira (20), pelo juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Waldir Peixoto Barbosa.

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro) prendeu em meados de março 13 integrantes da organização criminosa, considerada uma das maiores de roubo de gado dos últimos 10 anos no Estado. Os criminosos fizeram 12 vítimas.

No entanto, os policiais também recuperaram 300 cabeças de gado que foram furtadas pelo bando. Um oficial de Justiça foi até a fazenda, onde estava o rebanho furtado. Ele constatou que cercas foram destruídas, os bois estavam espalhados e até destruíram a plantação de milho. Na ocasião, conforme relato encaminhado ao magistrado, não havia estrutura para reunir os bois e proceder a avaliação judicial.

A partir desta constatação, o magistrado determinou que a remoção do gado apreendido, já que poderia até causar acidente ao escapar da fazenda e circular pela BR-163, a principal rodovia do Estado. O outro problema é que o gado não contava com mais pasto. O magistrado destacou que os bois precisam ser removidos com urgência, “uma vez que não existe mais pastagem”.

O MPE (Ministério Público Estadual) propôs que os réus presos se responsabilizassem pelos animais. Os advogados concordaram com a manifestação, desde que os acusados fossem colocados em liberdade. Eles estão presos desde março deste ano.

“Assim, acordou-se que os réus Elias Gomes de Sena e Elizeu Gomes de Sena ficarão responsável pela transferência do gado da atual fazenda para as fazendas de suas propriedades, situadas na região de Aquidauana”, destaca Barbosa. Já os demais foram soltos para arcar com os custos da remoção. O juiz também liberou dois caminhões e a F-4000, que foram apreendidos na operação, para transportar o gado.

Foram presos e soltos pela Justiça Hélio Angelo dos Santos, 38 anos, Ronaldo Ribeiro Melo, 25, e Dilson Aparecido Almada, 38, dos irmãos Odair José Morais, 26, Marcio Antonio Moraes, 24 e Marcos Lean Morais, 22, além de Leandro Sanchez, 18, Elias Gomes de Sena, 52, Luis Fernando de Oliveira Farias, 26 e Elinton Pereira de Souza, 26. Antônio de Paz Melo, 45, pai de Ronaldo, também integra a quadrilha.



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