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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

10/04/2010 11:59

Mãe que trancava filha recebe tratamento psiquiátrico

Redação

A mulher que mantinha a filha de 5 anos trancada dentro de casa havia 3 anos, no bairro Nova Lima, em Campo Grande, foi encaminhada para tratamento psiquiátrico, após a Polícia Civil descobrir o caso, anteontem. A menina foi levada para um abrigo de crianças em situação de risco.

Segundo a delegada responsável pelo caso, Regina Mota, da DPCA (Delegacia de Proteção à Infância e Adolescência), a mãe tem um trastorno que aparenta ser esquizofrenia.

Um dos sintomas que indicariam esse diagnóstico é que ela dizia ser perseguida o tempo todo. Ela não permitia que a criança saísse de casa e chegou a suspender o fornecimento de energia, segundo foi apurado.

Após a intervenção de um religioso que levou a Polícia Civil até o local, ela foi levada para tratamento no Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) do jardim Aeroancho, onde os pacientes podem ficar em observação por até 72 horas.

Mãe e filha viviam em uma casa simples e dormiam em uma cama de solteiro juntas. A criança, conforme a investigaçao, não tinha contato nem com iluminação artificial nem com a luz do sol.

Ao lado da cama havia uma vela, a única fonte de iluminação da casa. Todas as janelas eram vedadas para evitar a entrada de luz. Também foram encontrados alguns brinquedos, como uma boneca, e objetos espalhados pelos cômodos.

Agora aos cuidados do Conselho Tutelar, a menina vai ficar abrigada até que seja definida a situação. Segundo a delegada, conselheiros entraram em contato com a família, e a informação foi de que os laços com a mãe da menina estavam rompidos.

Conforme informou a delegada, a mulher não deve ser responsabilizada criminalmente, mas existe a possibilidade de que os familiares o sejam, por omissão.

Adaptação - Sobre a menina, a delegada disse que, de início, agiu de forma arredia e demonstrando medo dos policiais. A mãe teria dito que eles queriam matá-las.

Depois dos primeiros contatos com os policiais e da intervenção de conselheiros tutelares, a criança já se mostra menos assustada, conforme a informação de Regina Mota. "A menina está bem mais tranqüila na presença das pessoas, já não fica mais tão retraída e até responde as brincadeiras", disse a delegada.

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