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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Janeiro de 2019

07/01/2019 17:36

Nova plataforma de empresário de bitcoins poderá ser alvo de investigação do MP

Empresa de Cícero Saad Cruz foi alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul em abril do ano passado

Kerolyn Araújo e Anahi Zurutuza
Cícero Saad Cruz, investigado por pirâmide financeira (Foto: Reprodução/Internet)
Cícero Saad Cruz, investigado por pirâmide financeira (Foto: Reprodução/Internet)

Cícero Saad Cruz, presidente da empresa Minerworld, mineradora de bitcoins investigada pela prática de pirâmide financeira desde abril de 2018, poderá ser alvo de nova investigação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Dessa vez, pela plataforma “m360.exchange”.

Em um vídeo publicado na internet, o empresário aparece convidando novos parceiros para uma nova ferramenta voltada ao uso de moedas virtuais, a “m360.exchange”, mesmo sendo alvo de uma investigação. A plataforma, que permitiria, inclusive, a transferência de moedas do sistema antigo, é apresentada aos usuários como alternativa para uso do saldo já adquirido por cada um.

No vídeo, o empresário também explica que foi pego de surpresa com operação desencadeada pelo MP em abril de 2018.“Olha, como todos sabem, em abril de 2018, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul fez uma ação Civil Pública contra a nossa empresa, pegando todo mundo de surpresa. Mas, desde o início, nós estamos cooperando com a Justiça e com o Ministério Público”.

O Campo Grande News entrou em contato com o Ministério Público para saber se a nova plataforma do empresário também será investigada. Segundo o órgão, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor avaliará o vídeo e, só depois, decidirá se a plataforma também será alvo de investigação.

Operação - Em abril do ano passado, quando foi deflagrada a Operação Lucro Fácil, além de autorizar a busca e apreensão em endereços de empresas que se apresentam como mineradoras de bitcoins e dos sócios das mesmas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 300 milhões em bens de 11 suspeitos de integrarem esquema de pirâmide financeira.

Os mandados foram cumpridos nas sedes das empresas MinerWorld, Bit Ofertas e Bitpago, em Campo Grande e São Paulo, além das residências dos respectivos sócios. A suspeita de pirâmide foi denunciada à CVM (Câmara de Valores Imobiliários), que acionou o MPMS. A Câmara de Valores Mobiliários concluiu que a MinerWorld aparenta dispor proposta fraudulenta com características de pirâmide financeira.

A MinerWorld nega a irregularidades e afirma ter sido ela vítima de uma fraude que rendeu prejuízo na ordem de R$ 23,8 milhões – e que teria ocasionado as reclamações dos investidores que, desde o ano passado, alegam não conseguirem realizar saques de seus investimentos.

Pirâmide é um modelo comercial que consiste no recrutamento de investidores até que o esquema atinge nível insustentável e só quem está no topo lucra com o negócio.



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