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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/10/2009 16:17

PM entrou em confronto com índios em Sidrolândia

Redação

A entrada de policiais militares hoje em uma das 3 fazendas ocupadas desde sábado pelos índios terena de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti foi estopim para confronto na região entre índios e PM na manhã desta terça-feira.

O confronto, com uso de gás e balas de borracha, provocou conflito também entre instituições. Como a questão indígena é responsabilidade da Polícia Federal e também porque havia uma acordo para a desocupação da área, formalizado com a Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul).

Apesar do prazo para que as famílias deixassem as fazendas até às 10 da manhã desta terça-feira, com compromisso de que os produtores pediriam a agilização dos estudos para demarcações, a PM foi até o local e revoltou os indígenas, reclama o administrador da Funai na Capital, Joãozinho da Silva.

Na versão do secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, depois de uma "visita de rotina" à propriedade 3R, os PMs foram cercados por um grupo de 40 índios, "já quando deixavam a fazenda". Ele conta que os terena exigiram que os policiais entregassem viaturas e as armas.

As duas equipes da PM que estavam no local se negaram, o que gerou confronto com gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os índios, diz Jacini.

"O que queremos é que preservem o direito de ir e vir e o de propriedade", alegou Jacini. Tanto Funai, quanto Sejusp, garantem que não há feridos.

Desde o impasse desta manhã, a cúpula de segurança está realizando uma reunião na sequência da outra para aparar arestas entre as instituições envolvidas nessa questão e tentar evitar novo confronto na região, além de negociar a retirada das famílias das fazendas.

Neste momento, um delegado da Polícia Federal e o ex-administrador da Funai, Jorge das Neves, seguem de helicóptero para Sidrolândia para conversar com lideranças indígenas. Policiais também estão o local.

Os protestos do índios terena de Sidrolândia se intensificaram a partir do dia 6 de outubro, quando dois grupos fecharam acessos a Campo Grande, com bloqueio das BRs.

O tráfego só foi liberado depois de negociação com representantes do Ministério Público Federal e Funai.

No sábado, os indígenas voltaram a protestar, desta vez invadindo 3 fazendas. Ontem, após reunião na Famasul, um grupo decidiu sair de duas das áreas, mas outro não aceitou acordo e decidiu permanecer com a ocupação.

Hoje, quando uma parte deixou as propriedades, os contrários a retirada, tomaram conta das 3 fazendas.

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