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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

05/08/2010 08:40

Preso pela Defurv levava 10 segundos para furtar veículo

Redação

Dez segundos era tempo suficiente para que Anderson Panzieira, de 25 anos, furtasse um veículo nas ruas movimentadas do centro de Campo Grande, geralmente carros antigos e populares, como o Fiat Uno.

No sábado passado, dia 28, Anderson foi flagrado por policiais da Defurv (Delegacia Especializada no Combate a Roubos e Furtos de Veículos) quando estava no bairro Guanandi com dois veículos furtados, um Kadet e um Uno e tentava passar a bateria de um para outro. Foi a quarta vez que em acabou preso.

Anderson estava foragido da Casa do Albergado desde abril, quando começou uma série de furtos chegando ao número de 48 veículos furtados. De uma família tradicional de tapeceiros, ele trabalhava como tapeceiro automotivo e costumava praticar os furtos durante as tardes e algumas vezes de noite e madrugada, no centro da cidade.

O primeiro furto foi aos 20 anos e Anderson explica porque resolveu furtar no centro e não nos bairros: "Já 'roubei' em bairro, mas no bairro é mais perigoso ser surpreendido por um vizinho ou dono". E revela: "Já apanhei em bairro, fiquei muito tempo na mão deles (os moradores) até acionarem a polícia". No centro, explicou, a movimentação das pessoas acaba sendo favorável ao furto porque não há proximidade entre elas, diferente dos bairros.

Depois de furtar os veículos, ele seguia para lugares mais afastados, retirava som, peças e abandonava. Usava chaves "mixas" para entrar nos carros e não investia em veículos modernos porque têm chave codificada e não conseguia abrir a porta.

Anderson alega que furta porque é usuário de pasta base de cocaína há 3 anos e além de sustentar o vício tem que sustentar a família que passa dificuldades. Ele diz que a esposa está internada, porque sofreu abordo espontâneo e que também tem outros dois filhos, crianças.

Anderson, que afirma ter se "aperfeiçoado" após cinco anos de furtos, diz que está arrependido. Questionado se não se arrependeu antes, após três prisões consecutivas, negou: "Acho que não".

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