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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/02/2010 11:51

Servidor baleado diz que assaltante "atirou para matar"

Redação

O servidor público Genivaldo Inácio Pedroso, 47 anos, viveu momentos de terror na tarde de ontem, quando transitava pela Avenida Guaicurus, na entrada do Jardim Canguru, periferia de Campo Grande e foi abordado por dois assaltantes, aparentemente adolescentes.

Ele conta que os garotos o fizeram parar e, com arma em punho, anunciaram o assalto e ordenaram que entregasse o aparelho celular e a carteira.

"Quando fui descer para pegar a carteira no bolso do calção pisei em falso no meio-fio e quase caí. Voltei para cima da moto e eles atiraram", diz. Genivaldo conta que levou o braço no peito, para se proteger, e foi atingido pelo primeiro disparo. A bala atravessou a pele, mas não provocou fratura.

Na sequência o assaltante que estava armado disparou novamente e atingiu a mão direita da vítima. O assaltante teria tentado atirar outras duas vezes, mas a arma falhou. "Era para matar", diz o servidor. Genivaldo conta que no momento em que desequilibrou na moto sua carteira caiu e a cédula do judiciário, com o brasão, ficou à mostra. Para ele, os assaltantes podem ter acreditado que ele era policial, por isso insistiram em atirar.

Ele garante que não tentou reagir ao assalto, embora admita que cogitou a possibilidade: "Eu fiquei tranqüilo no primeiro momento. Pensei em reagir porque a pessoa que estava do meu lado ficou muito perto e eu estava com o capacete na mão. Pensei em bater com o capacete nele. Mas o meu medo era do outro".

Ferido, após os tiros, Genivaldo se afastou da moto. A dupla então aproveitou para fugir com o veículo, mas poucas quadras a frente colidiu com um carro e os dois fugiram.

A moto, uma CG 150, azul, de placas HSN-4904, foi apreendida e Genivaldo foi socorrido e levado ao Prontomed da Santa Casa, onde foi anestesiado e recebeu curativos. Ele não precisou ser operado e foi liberado na madrugada de hoje.

Segundo Genivaldo, os assaltantes aparentavam ser adolescentes. O que estava armado e atirou tinha baixa estatura e aparentava ser o mais novo. "O que atirou em mim estava alucinado", conta o servidor, ressaltando que o garoto tinha os olhos vermelhos e aparentava ter consumido droga.

Além da agressão, Genivaldo teve que lidar com a frieza das pessoas que passaram pelo local quando ele estava ferido, mas não prestaram socorro. "Passou um monte de gente, mas ninguém parou", lembra.

Ele teve que sair andando pelo bairro à procura de ajuda, quando um morador idoso o socorreu e acionou os Bombeiros, dando fim ao "pesadelo" enfrentado pelo servidor.

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