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Matar, beber, fumar: o comportamento humano está ligado à genética

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 12/07/2026 07:00
Matar, beber, fumar: o comportamento humano está ligado à genética

Aos trinta anos, Bettina Goering se esterilizou. Não queria ter filhos. Queria evitar que os genes de seu tio-avô passassem a uma nova geração e nascesse outro monstro. Ela é a sobrinha-neta de Hermann Goering, o sujeito que era a mão direita de Hitler. Foi Goering quem criou a Gestapo e impulsionou os campos de extermínio e o Holocausto. O certo é que hoje a genética evoluiu tanto que pode afirmar que Bettina tinha em torno de 12% do DNA de Goering. O risco do filho assassino não era muito grande. Também temos uma nova convicção dada pela genética: o comportamento humano, como beber e fumar, está estreitamente ligado ao DNA que todos carregamos. A nossa dieta, aquilo que comemos, também está ligada aos genes. Já não há como contar uma história profunda sem nada sabermos de genética.


Matar, beber, fumar: o comportamento humano está ligado à genética

Os negros com DNA branco norte-americanos.

Grande quantidade de afro-americanos, como recentemente passaram a se definir os negros dos EUA, realizou testes para descobrir seus sus antepassados. Entraram em choque. Boa parte deles tinha DNA branco. A história é da imensa quantidade de violações cometidas pelos brancos donos das escravas. O estupro das escravas era sistemático. Uma história de populações precisa, atualmente, de boa base genética. Há outra história-genética interessante. Os sérvios passaram centenas de anos odiando os croatas. Até o dia em que descobriram que os genes das duas populações eram muito semelhantes. O ódio perdeu força e ficou no passado.


Matar, beber, fumar: o comportamento humano está ligado à genética

Você tem alguém quase idêntico em algum lugar do mundo.

Eles são chamados de “doppelgängers ou dobles”. Existem pessoas que são extremamente parecidas conosco, sem ser parentes, até o ponto de criarem confusão. O mais estranho é que além da extrema semelhança física, esses nossos dobles também guardam comportamentos e personalidades parecidas com as nossas. A explicação, claro, está na genética. O teu DNA é, com certeza, muito semelhante a de outras pessoas que não são teus parentes diretos. Com raríssimas exceções, não conseguimos montar nossa árvore familiar além da sexta geração.


Matar, beber, fumar: o comportamento humano está ligado à genética

Um, dois, três dobles. Quantos temos?

Usando a inteligência artificial, alguns laboratórios europeus, estão em condições de informar quantos dobles nossos existem pelo mundo. Começam separando os 200 genes mais importantes da estrutura facial e calculam qual é a probabilidade de termos um doble na população de 8 bilhões de pessoas no mundo. Além de podermos contactá-los, os cientistas percebem um problema bastante atual. Centenas de pessoas já foram presas devido a esses dobles. O motivo é que as câmeras confundem um assassino com um inocente. Elas tem seus softwares treinados com gêmeos idênticos. Não conseguem distinguir um doble de outro.

 

Os artigos publicados com assinatura não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem como propósito estimular o debate e provocar a reflexão sobre os problemas brasileiros.