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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

10/11/2014 17:27

Sobe para 15 número de casos suspeitos de chikungunya no Estado

Michel Faustino

Do dia 4 de novembro até hoje (10), o número de casos registrados de febre chikungunya, doença semelhante a dengue, subiu de 12 para 15 em Mato Grosso do Sul. A maior concentração de registros é na Capital, onde já houve a confirmação de um caso.

O ultimo balanço divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde), apontava que na Capital haviam nove casos suspeitos e no interior apenas três casos foram registrados, sendo dois em Três Lagoas e um em São Gabriel do Oeste.

Em menos de dez dias, o número de casos suspeitos, que era de 12, passou para 15, abrangendo mais quatro municípios de Mato Grosso do Sul: Água Clara, Dourados, Itaquiraí e Corumbá.

Conforme a secretaria, em Campo Grande o número de casos suspeitos se manteve o mesmo, sete. Já em Três Lagoas, o número de casos suspeitos passou de dois para três. Nos demais municípios, incluindo São Gabriel, houve o registro de apenas um caso suspeito.

A doença preocupa pelo fato de o mosquito transmissor ser o mesmo da dengue e, de acordo com Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypiti, realizado em outubro, dos 82 bairros de Campo Grande, 26 tem risco médio de infestação.

A Febre Chikungunya causa os mesmos sintomas da dengue: febre de 39 graus, dores musculares, dor de cabeça e vômitos. No entanto, ao contrário da primeira, que o sul-mato-grossense está acostumado, os sintomas podem persistir por mais de um ano.

Prevenção - A febre Chikungunya é uma doença causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Os sintomas da doença são febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema e costumam durar de três a 10 dias. A letalidade da Chikungunya, segundo  OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), é rara, sendo ainda menos frequente que nos casos de dengue.

Para evitar a transmissão do vírus, é fundamental que as pessoas reforcem as ações de eliminação dos criadouros dos mosquitos. As medidas são exatamente as mesmas para a prevenção da dengue.

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