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Cidades

Governo nomeia novo coordenador de regulação após prisão de Ed Carlo

Rodrigo Silva de Quadros já foi chefe do pronto-socorro da Santa Casa e médico do SAMU

Por Lucia Morel | 10/07/2026 14:04
Governo nomeia novo coordenador de regulação após prisão de Ed Carlo
Rodrigo Silva de Quadros é o novo coordenador da regulação estadual. (Foto: Redes sociais)

Três dias depois da prisão do ex-coordenador da CRA (Coordenadoria de Regulação e Assistência) da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Ed Carlo Britto Burgatt, novo titular foi nomeado para o cargo, o médico Rodrigo Silva de Quadros. A publicação de hoje em Diário Oficial indica que ele já atuava em função de direção gerencial superior especial e assessoramento.

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Rodrigo Silva de Quadros foi nomeado coordenador da CRA da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul três dias após a prisão do ex-titular Ed Carlo Britto Burgatt, investigado por desvio de R$ 27 milhões. O esquema, apurado pelo Gaeco, condicionava autorização de exames e cirurgias pelo SUS à compra de livros vendidos pelo grupo criminoso.

O currículo disponível em suas redes profissionais mostra que ele se graduou em Medicina na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), é especialista em Clínica Médica e em Medicina de Emergência pela Abramed (Associação Brasileira de Medicina de Emergência) e já foi chefe do pronto-socorro da Santa Casa de Campo Grande.

Também atuou como médico intervencionista e instrutor do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) e coordenou o SOS Unimed Campo Grande.

Operação - Na ação que investiga desvio de dinheiro público, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) passou duas horas no Complexo Regulador Estadual (Core), na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. O Core é responsável por organizar a fila e o acesso do SUS (Sistema Único de Saúde) a leitos hospitalares, exames e consultas especializadas. As solicitações partem de unidades básicas e o complexo as direciona com base na urgência e na disponibilidade da rede.

Contudo, de acordo com o Gaeco, também servia para atender a esquema de corrupção que movimentou R$ 27 milhões.

“Constatou-se, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo”, informa a nota divulgada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sobre a operação.

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