A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

29/06/2013 13:51

Superlotação em presídios do Estado já ultrapassa o dobro da capacidade

Aliny Mary Dias

Uma pesquisa divulgada esta semana pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) revelou que os 33 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul estão superlotados. Segundo o levantamento, a lotação supera a marca de 125%.

Os 33 presídios oferecem 4,2 mil vagas em todo Estado, mas a ocupação revelada pela pesquisa é de 9,5 mil. As equipes do MP percorreram os presídios em março deste ano e encontrou situações de superlotação em todo o país. Só os presídios femininos do Estado possuem 790 vagas, mas a realidade mostra que 1.063 mil estão detidas.

As únicas unidades de aprisionamento que estão dentro da capacidade são as casas de albergado e colônias agrícolas. As 11 casas do albergado no Estado disponibilizam 1,2 mil vagas. E a ocupação verificada em março estava em 962 detidos.

As duas colônias agrícolas de Mato Grosso do Sul têm vagas para 996 pessoas, mas a pesquisa revelou que 666 vagas estão ocupadas por detentos que cumprem o regime semiaberto.

Se somados todos os estabelecimentos que envolvem cadeias, casa de albergados, penitenciárias e colônia agrícola, o Estado possui 67 unidades. O total de vagas para homens é de 5,7 mil e a ocupação está em 10 mil. Já as vagas destinadas para mulheres chegam a 847 com lotação de 1,1 mil.

Estrutura – A pesquisa também revelou que as condições materiais dos estabelecimentos penais do Estado. Os questionários sobre higiene e estrutura foram aplicados aos presos. De acordo com a maioria, não são fornecidos uniformes aos detentos e a água para banho não é aquecida.

A troca de roupas de cama para presos com doenças também não é realizada, conforme a maioria. Outro dado apontado pela pesquisa é o atendimento pré-natal às presas gestantes, a maioria afirma que não recebe o atendimento.



Pena de morte. Vamos começar com os que tem 2 ou mais mortes nas costas. Se continuar com superlotação partimos para quem tem uma morte na conta. Se continuar ainda superlotado vamos para os condenados de maior pena.... vamos em frente..
 
ORLANDO SANTOS em 30/06/2013 16:18:01
Quando a imprensa brasileira fala sobre o assunto ela sempre destaca a condição indigna do encarcerado, vamos analisar a questão como um todo, se o encarcerado sofre com a superlotação, com certeza o servidor da área de segurança desses presídios também sofre por trabalharem em um ambiente com excesso de internos e falta de condições de segurança para desenvolver bem seu trabalho. Não sei onde ou quando, o encarcerado passou a ser uma questão social importantíssima e o trabalhador, mesmo o que trabalha diretamente com o encarcerado, passou a ser um esquecido, só aparece nas manchetes quando vítima em função do trabalho que exerce.
 
Terezinha Bortolotto em 30/06/2013 15:23:31
Bem, se todos os internos e internas estivessem rezando, com certeza não estariam presos, as penas alternativas e a separação em celas por delitos, seria o correto, assim com certeza acabaria com a superlotação, sem falar que não há efetivo de funcionários da Segurança, tanto externo como interno dentro dos presídios. Cadê concurso Público para Agentes Penitenciários??? Pelo visto só em 2015 ou sei lá quando.
 
kimiko de freitas em 30/06/2013 11:32:57
é como foi dito pela presidente do sindicato dos Agts Pen. Federal, toda atenção voltada para a situação do presidiário NUNCA para as condições de trabalho dos servidores Penitenciários. Mais de 1.800 encarcerados e média de 15 funcionários de plantão... é um absurdo dizer que esta tudo bem, vai la pra ver como esta .
 
jorge tavares em 29/06/2013 18:16:03
O pessoal tá com dó levem os que estão a mais pra casa, se tivesse pena de morte no Brasil quem sabe não estaria tão lotado assim, infelizmente a pena de morte é tão somente para as vítimas desses bandidos.
 
odevair de brito oliveira em 29/06/2013 16:02:12
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions