Chegou a hora dos avatares: professores universitários são clonados
David Shrier nem sempre foi dono de sua imagem. Quando este professor universitário abandonou a antiga instituição universitária onde lecionava, esta seguiu usando seu rosto para promover um curso de empreendimento pela internet. Usava vídeos que ele havia gravado mas sem lhe pagar um reles tostão. Teve que contratar um advogado para retirarem seus cursos da internet. Mas a ideia não desapareceu. Hoje, Shrier não ensina na Imperial Business School, em Londres, mas conta com uma réplica digital que responde aos alunos a qualquer hora. Sua imagem lhe pertence.
Professor virtual.
O professor criado por Inteligência Virtual está presente em dezenas de faculdades europeias e norte-americanas. Há pouco, Harvard passou a oferecer um programa online de oito semanas, com um preço de 699 dólares, dirigido a fundadores de empresas emergentes. A plataforma utiliza as imagens criadas por Inteligência Artificial de sete professores mais famosos. Também oferece apoio a estudantes dos mais variados níveis apresentando simulações de vendas, e reuniões de um conselho de administração. Esse programa já foi comprado por mais de 100 universidades. Para os brasileiros falantes da língua inglesa, basta a inscrição e o pagamento da taxa.
Aprendem mais com os professores avatares?
O debate que vem ocorrendo é se os professores reais ou seus avatares ensinam melhor. Harvard diz que ainda não é possível ter uma resposta: “foi lançado há pouco, ainda não temos resultados longitudinais que comparem”. Mas, através de pesquisas, garantem que os estudantes que usam esse novo programa com avatar de professor chegam mais serenos às reuniões de negócios e os investidores confirmam tê-los vistos mais precisos. Outra vantagem é do custo menor do avatar. Esse provavelmente será um negócio onde o infinito é o limite.
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